Mês: outubro 2015

Brasil é o país com mais registro de ciberataques na América Latina, diz estudo

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Cibercrime

Ameaças Avançadas para América Latina, feito pela empresa global de segurança de TI FireEye, revela que o Brasil continua sendo o país mais atacado da América Latina, ficando à frente do Chile, México, Peru e Argentina.

O estudo tem o intuito de registrar uma visão geral dos ataques avançados detectados na web nos países citados acima. A FireEye também descobriu que houve um aumento significativo de ataques na região. De acordo com a empresa, cerca de 96% das organizações estão sendo atacadas sem saberem, pois os cibercriminosos utilizam técnicas avançadas que nenhum produto atual de segurança é capaz de barrar.

“O crime cibernético continua a representar uma ameaça para indivíduos e organizações na América Latina ao passo que a população se torna cada vez mais conectada à Internet, e os sistemas bancários e de pagamento online são mais difundidos”, diz Robert Freeman, diretor sênior da FireEye para a América Latina.

Os países mais comprometidos e que sofreram um maior número de ataques bem-sucedidos são Brasil, Peru, México, Chile e Argentina. Porém, mesmo com o Peru na segunda colocação, foi o Chile quem recebeu o maior número de ataques, sejam eles bem-sucedidos ou não.

Freeman ressalta que os ataques contra o setor privado ou organizações não-governamentais, como serviços financeiros, bens de consumo, energia e infraestrutura, são os maiores. Além disso, ele revela que os setores mais impactados por ataques na América Latina são o de Química/Manufatura, Serviços Financeiros, Energia/Infraestrutura, Governo Federal, e Bens de Consumo/Varejo. “Apesar do desaquecimento da economia da América Latina, nós acreditamos que isso indique o crescente valor dos negócios da região para os atores das ameaças”, pontua.

Ainda de acordo com o relatório, os países que mais se conectam com os ataques aos computadores da América Latina são, respectivamente, os Estados Unidos, Rússia, Holanda, Alemanha e Brasil.  O documento também mostra que os principais malwares utilizados não são exclusivos da região.

“As empresas precisam se certificar de que as ferramentas de segurança existentes estão atualizadas, pois muitos malwares podem ser facilmente resolvidos com ferramentas tradicionais baseadas em assinatura”, comenta Freeman, ressaltando a necessidade de um modelo de defesa que diminua o tempo entre a detecção de uma brecha e a detenção do criminoso.

O executivo complementa dizendo que também é importante adotar a cultura do compartilhamento de informações que podem ser úteis a todos. “As corporações devem desenvolver novas maneiras de colaborar entre si, com grupos do setor e governo, para compartilhar a experiência e inteligência em segurança cibernética que possuem”, finaliza Freeman.

Canaltech

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Críticos veem risco à neutralidade de rede em lei da UE

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Lei aprovada por eurodeputados é vaga e deixa regulamentação final para reguladores nacionais, afirmam críticos. Parlamento Europeu também aprova fim do “roaming” dentro da UE.

O Parlamento Europeu aprovou nesta terça-feira (27/10), em Estrasburgo, o fim das tarifas de roaming a partir de 15 de junho de 2017 em celulares e no acesso à internet.

Com a aprovação do projeto de lei de Telecomunicações para o Mercado Único (TSM), as operadoras deixarão de cobrar taxas pelo uso itinerante de celulares dentro da área dos 28 países-membros da União Europeia (UE).

Antes disso, em 30 de abril de 2016, as tarifas de roaming serão reduzidas para 0,05 centavos de euro por minuto nas chamadas efetuadas, 0,02 centavos de euro por mensagem enviada e 0,05 centavos de euros por cada megabyte de dados transferidos.

Críticos afirmam que a lei ainda deixa a porta aberta para as empresas de telecomunicações cobrarem taxas extras. De fato, nos termos da lei, as empresas ainda estão autorizadas a oferecer planos com tarifas com taxas de roaming, desde que elas ofereçam, ao menos, um plano que não cobrará por tal serviço.

Neutralidade de rede

No entanto, críticos afirmam que o projeto de lei também ameaça a neutralidade da internet na União Europeia, já que os eurodeputados rejeitaram uma série de emendas que, na opinião de seus defensores, deixavam o texto mais claro e menos sujeito a interpretações.

A lei aprovada fez de reguladores nacionais de telecomunicações e tribunais os árbitros finais da neutralidade da rede mundial de computadores, deixando o futuro da internet sob o seu comando, afirmam os críticos.

“Estamos desapontados que o Parlamento Europeu decidiu não legislar sobre essa questão crítica”, disse a analista de política de direitos digitais da organização Access Now, Estelle Masse. “Ao não apoiar as emendas necessárias para dar clareza ao texto, o Parlamento Europeu deixou para tribunais e reguladores determinar seu significado”, acrescentou.

Os eurodeputados têm outra opinião. “Não pode haver dúvida de que a internet é um bem valioso e cheio de oportunidades para todos. Precisamos lidar com esse ativo com muito cuidado. O novo regulamento estabelece as garantias exigidas para assegurar acesso igual a todos, sem discriminação”, afirmou a parlamentar espanhola Pilar Del Castillo Vera.

Entre os principais defensores da neutralidade de rede estão empresas que vendem conteúdo na internet, como a Netflix. Elas temem que possam ter que pagar taxas às operadoras das redes para que seu conteúdo chegue ao usuário na velocidade desejada.

A ideia central do conceito de neutralidade de rede é que todas as informações que trafegam na rede devem ser tratadas da mesma forma, navegando na mesma velocidade. Mas muitas operadoras de rede alegam que arcam sozinhas com os custos de instalação, operação e manutenção das redes e defendem que as produtoras de conteúdo também paguem.

DW

5 novas tecnologias que podem revolucionar o mundo em breve

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O mundo está mudando rapidamente, e todos os anos novas tecnologias são apresentadas ao mercado e às nossas vidas. Muitas parecem ousadas demais, um tanto estranhas e verdadeiramente inovadoras – o fato é que é difícil acompanhar tudo o que é criado, já que avanços são feitos em diferentes áreas, que vão da medicina à agricultura.

Determinadas tecnologias são capazes de realmente transformar as nossas vidas, impactando milhões de pessoas e modificando o modo como nos relacionamos em sociedade. Hoje, vamos falar aqui no TecMundo sobre algumas dessas invenções e avanços que podem revolucionar o mundo que conhecemos muito em breve. Então, vamos lá:

1 – Impressoras 3D

As impressoras 3D estão longe de se tornarem extremamente populares, porém as projeções para esse campo são enormes, sem falar das múltiplas aplicações que elas oferecem. Os preços já estão diminuindo, e impressoras que antes custavam US$ 30 mil já podem ser encontradas por US$ 3 mil – modelos mais rápidos, baratos e eficientes que estão em desenvolvimento.

É um campo que cresce aproximadamente 35% todos os anos: em 2011, o valor de mercado das impressoras 3D estava cotado em US$ 1,7 bilhão e pode atingir US$ 6,5 bilhões em 2019. De acordo com James Ross, gerente sênior da Alliance Bemstein, o modo tradicional de produção será diretamente afetado e, por exemplo, não precisaríamos de tantas fábricas na China. Próteses médicas, acessórios variados, peças mecânicas – inúmeros itens podem ser feitos por essas máquinas e com igual qualidade.

2 – Edição dos genes humanos

Existem várias doenças resultantes de problemas genéticos, predisposições que carregamos conosco desde que nascemos. Graças ao melhor entendimento do genoma humano e das mutações genéticas, médicos e cientistas já podem detectar sinais de Alzheimer e outras doenças com antecedência. E se nós pudéssemos modificar esses genes ou identificá-los muito mais cedo para lutarmos contra o declínio mental de um indivíduo?

Esses estudos têm ganhado bastante destaque nos últimos anos, crescendo continuamente. Com o avanço tecnológico desse campo, poderemos tratar dezenas de doenças que possuem raízes no genoma humano. Várias empresas de biotecnologia já receberam fundos para pesquisar possíveis tratamentos, como a Bluebird Bio e a Juno Therapeutics, que já ganharam US$ 116 e US$ 120 milhões respectivamente.

A capacidade de editar ou substituir genes específicos depende de vírus modificados, como o vírus adenoassociado (AAV), que pode entrar no organismo de alguém e substituir os genes defeituosos por bons. Outro método consiste em remover algumas células, tratá-las com um vírus modificado, e, depois, recolocá-las no corpo de um paciente. Por exemplo, a diabetes do tipo I pode ser totalmente evitada. Esses métodos podem se mostrar um tanto caros, porém à medida que mais empresas investem os preços tendem a baixar.

3 – Estoque e produção de energia solar

Há tempos sabemos que novas fontes de energia precisam ser criadas e aperfeiçoadas conforme a população mundial cresce e a demanda aumenta. Os painéis solares fotovoltaicos já estão presentes em muitos países, porém eles não a nossa fonte primordial de energia – não funcionam no período noturno e não podem estocar energia.

A maioria dos painéis solares só atinge 44% de eficiência e muitos nem ficam próximos desse número. Muito deve ser aperfeiçoado para o boom dos painéis solares realmente ocorrer, algo previsto para 2025. De acordo com o cientista David Mills, a energia solar tem potencial para competir diretamente com os combustíveis fósseis em um futuro muito próximo.

Além disso, o preço dos painéis tem diminuído drasticamente, o que contribui para a popularização. Segundo Mills, os painéis solares podem realmente mudar o modo como o mundo consome energia. Em breve será possível que um proprietário comum compre os seus próprios equipamentos e os instale, tornando-se completamente independente de energia.

4 – Um processo mais barato de dessalinização

Países do Oriente Médio já utilizam as tecnologias de dessalinização há muitos anos, transformando água do mar em água doce. Em um mundo dominado por oceanos, é no mínimo irônico que nós enfrentemos um futuro seco e que a água seja tão escassa em muitas regiões.

Apesar de a dessalinização já existir, é um processo extramente caro, bancado principalmente por países ricos, como Israel e Emirados Árabes (alguns países africanos, por exemplo, não têm condições de custear tais valores). Contudo, esse quadro está mudando e pode transformar o mundo em um futuro breve.

Quando a água salgada é convertida em água doce, o material restante é jogado fora. No entanto, além de estar cheio de sal, também existem muitos tipos de metais que podem ser extraídos desse resíduo em vez de desperdiçá-los. Se fosse possível coletar os minerais durante o ato de dessalinização, os custos do procedimento se tornariam muito menores, já que teríamos um novo produto no final do processo.

5 – A internet das coisas

O conceito da internet das coisas diz que passaremos por um tipo de revolução tecnológica que une computação e comunicação, dependente dos sensores wireless e da nanotecnologia. É esperado que até 2025 os carros, as casas e vários tipos de aparelhos estejam diretamente conectados, de modo popular, em inúmeros países – até 2022, estima-se que mais de 50 bilhões de objetos se liguem à internet desse modo (de acordo com a Intel).

Quando tudo estiver conectado, imagina-se que teremos um grande avanço no campo de inteligência artificial e robótica – e os robôs se tornarão muito mais possíveis. Os objetos se ligarão de modo sensorial e inteligente, trazendo todos os benefícios da informação integrada.

Marlim azul é declarado peixe símbolo do Espírito Santo

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A partir de agora, o marlim-azul (Makaira nigricans) é, oficialmente, o peixe-símbolo do Espírito Santo. O novo ícone capixaba foi oficializado na última quinta feira (15), através de uma lei sancionada pelo governador Paulo Hartung. Com a oficialização, o estado também ganha um dia especial para o animal, que será comemorado em todo 28 de fevereiro.

(Foto: reprodução/divinefishandmeat)

De acordo com informações do Governo do Espírito Santo, a lei declara que declara o Makaira nigricans como peixe símbolo do estado foi criada, principalmente, por conta do animal ser muito procurado por pescadores locais que praticam pesca esportiva, onde o praticante  têm como o objetivo fisgar o animal apenas pelo prazer da pesca. Após pesar, medir e fotografar, o pescador o devolve para a água.

“Pescadores do mundo inteiro são fascinados pela quantidade e tamanho dos peixes do litoral capixaba. O marlim-azul é um dos destaques da pesca esportiva no Espírito Santo, e atrai diversos turistas que sonham em encontrá-lo”, disse José Sales Filho, secretário de turismo do estado.

Ainda de acordo com informações da Secretaria de Turismo do Estado, a capital do Espírito Santo tem dois recordes internacionais pela captura de marlim azul e branco: o mundial de marlim azul é um peixe de 636 quilos, que foi capturado em fevereiro de 1992, e o do marlim branco com um peixe de 82,5 quilos, capturado em dezembro de 1979.

Topbiologia

McDonald’s alemão lança hambúrguer orgânico

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De orgânico, porém, sanduíche só tem a carne: demais ingredientes continuam sendo convencionais. Novidade é tentativa de se adaptar a uma tendência forte na Alemanha.

Uma novidade nos restaurantes do McDonald’s da Alemanha divide opiniões no país. Desde 1º de outubro – e pelo período de somente sete semanas –, a rede de fast food está vendendo seu primeiro hambúrguer com carne 100% orgânica.

O novo produto é chamado de McB: a letra B corresponde à palavra bio, que na Alemanha equivale ao brasileiro orgânico. O McB foi lançado quase ao mesmo tempo que outra novidade da rede americana, o hambúrguer vegetariano.

Seriam esses os sinais de que a empresa estaria ficando mais “verde”?

Sanduíche não é totalmente orgânico

Joyce Moewius, assessora de imprensa da associação alemã dos produtores da agricultora orgânica, afirma que a rede de fast food está tentando lucrar com o valioso rótulo dos produtos orgânicos sem, na verdade, oferecer um sanduíche totalmente orgânico.

“Produtos orgânicos têm uma grande reputação na Alemanha, e o McDonald’s está tentando melhorar a sua imagem”, diz Moewius. “Infelizmente, o resto do sanduíche continua sendo produzido da forma convencional.”

Hans Hahne, um empresário que possui 14 franquias do McDonald’s na região de Colônia, no noroeste da Alemanha, confirma que a rodela de carne moída é realmente o único ingrediente orgânico do sanduíche. “A primeira segmentação para o orgânico foi a carne, já que é a parte mais importante para as pessoas”, diz Hahne.

Numa de suas franquias em Bonn, na Alemanha, Hahne mostra como o hambúrguer é armazenado e preparado de forma separada. “A rodela de carne convencional é totalmente arredondada. Já a rodela de carne orgânica, ou bio, tem uma forma irregular”, explica Hahne. Assim não há como um funcionário confundi-las.

Em termos de logística, seria difícil e caro separar a alface, os tomates, os pães e os outros ingredientes orgânicos dos convencionais.

Como a rodela de carne do McB (d) tem formato diferente, não há o risco de funcionários se confundirem

Por que a Alemanha?

O porta-voz do McDonald’s na Alemanha, Philipp Wachholz, define o produto como uma resposta às novas tendências de consumo no país. Para ele, a alimentação vegetariana e orgânica são tendências fortes, e a rede de fast food está apenas se adaptando a essa situação.

“Além disso, as pessoas também gostam de ter carne proveniente da região onde elas moram”, acrescenta. Toda a carne do McB provém da Alemanha e da Áustria.

Stephanie Töwe, uma ativista da agricultura sustentável do Greenpeace Alemanha, também vê a ação da empresa como resposta a uma mudança nos hábitos dos clientes – não só da Alemanha, mas em toda a Europa, ao longo da última década.

“As pessoas querem saber de onde vêm os alimentos e quem os está produzindo. Elas se importam com padrões sociais e ambientais e com normas para o bem-estar dos animais”, afirma Töwe.

Para ela, o mercado, especialmente na Alemanha, mudou. Uma maior diversidade de produtos – incluindo aqueles que agridem menos o meio ambiente – está forçando a empresa de fast food a se readaptar.

“Eu acho que o McDonald’s percebeu que, se quiser realmente sobreviver aos próximos 40 anos, terá que mudar e se tornar mais verde”, afirma Töwe.

Grandes empresas influenciam o mercado

Os novos produtos do McDonald’s na Alemanha são o passo mais recentes de uma longa evolução. E essas mudanças podem ter um impacto amplo. É o caso, por exemplo, da moratória da soja, um pacto contra o desmatamento da Amazônia.

Em 2006, em reação a um relatório do Greenpeace sobre desmatamento na Amazônia, o McDonald’s parou de comprar insumos, como ração para galinhas, provenientes da região desmatada. No início deste ano, um estudo descobriu que essa política reduziu drasticamente o desmatamento na indústria da soja.

“É claro que grandes empresas conseguem influenciar o mercado”, afirma Moewius. Se o hambúrguer orgânico do McDonald’s se estabelecer, poderá aumentar, em grande escala, a demanda por commodities orgânicas e promover a agricultura orgânica nos países da União Europeia.

O McDonald’s na Alemanha diz que isso depende da resposta que os clientes vão dar para a novidade. “Até agora, o retorno é positivo”, afirma Wachholz. “Vários países estão acompanhando de muito perto a nossa promoção”, acrescenta, indicando um potencial de expansão para fora do país.

DW