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Aplicativos devem ser o principal alvo dos hackers em 2016

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Smartphone hacker

Se 2015 foi o ano dos vazamentos de informações e invasões de sistemas internos de companhias, este deve ser o da exploração de brechas em aplicativos. De acordo com pesquisa da Hewlett Packard Enterprise, braço da tradicional companhia voltado para soluções corporativas, tais vulnerabilidades em softwares mobile devem ser a principal porta de entrada de hackers ao longo de 2016.

 

Essa tendência caminha quase que na mesma velocidade que a adoção dos apps como uma importante ferramenta de negócios. Na análise da HPE, 75% dos software móveis possuem algum tipo de brecha que pode permitir a intrusão por criminosos, e esse dado se torna ainda mais grave quando se observa que uma boa parcela deles trabalha com a solicitação de informações do usuário, ou integrando as informações de login com redes sociais como o Facebook, por exemplo.

 

Quando se fala nos apps mobile, a HPE identificou o mal uso de APIs como a principal causa que origina vulnerabilidades, enquanto problemas na detecção de erros acabam abrindo mais portas nos softwares para web. Como dá para imaginar, no caso de aplicativos “não-móveis”, o número de vulnerabilidades críticas é menor, mas ainda assim preocupante, com “apenas” 35% dos avaliados apresentando brechas.

Enquanto isso, no lado dos usuários, a não adoção de atualizações continua sendo o principal vetor para os ataques. Os updates, normalmente, trazem informações sobre as vulnerabilidades que estão sendo corrigidas, e é justamente aí que os hackers correm contra o tempo para aproveitarem as brechas nos sistemas que ainda não receberam o update. Para empresas, o problema se torna ainda maior, com a invasão de redes internas e o vazamento de informações confidenciais, por exemplo.

 

Em 2015, o Windows foi a plataforma mais visada, por ser a mais popular, e esse movimento deve se manter. As dez brechas mais exploradas no ano passado eram conhecidas há mais de um ano, e 68% haviam sido reportadas há mais de três, o que permitiu que hackers utilizassem exploits e ferramentas criados em um passado já distante, mas que ainda se provam bastante eficaz devido à baixa adoção de atualizações para o sistema operacional.

 

Apesar da popularidade do Windows, o Android vem se tornando cada vez mais uma plataforma visada pelos criminosos, com um índice de 10 mil novas ameaças descobertas todos os dias e um crescimento de 153% no perigo em relação a 2014. Aqui, merece destaque a categoria dos ransomwares, pragas que “sequestram” o celular da vítima e se fazem passar por autoridades, exigindo o pagamento de uma multa para desbloqueio após uma suposta atividade irregular. Esse tipo de monetização direta de malwares, inclusive, é uma prática que vem crescendo consideravelmente.

 

Apesar de permanecer bem atrás, o iOS também vem ganhando destaque entre os criminosos, com um aumento de 230% no número de ameaças descobertas. Cresce também o total de cavalos de troia voltados ao roubo de informações bancárias ou dos ataques que utilizam hardware para alterar o software de caixas eletrônicos, também com o objetivo de obter dados de cartão de crédito dos clientes.

 

Matéria completa: canaltech
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“Projetar bebês é impossível”, afirmam cientistas

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Em Washington, pesquisadores discutem manipulação genética, com destaque para a tecnologia CRISPR-Cas9. Especialistas afirmam que avanço da ciência na área é inevitável, mas que não é possível projetar um ser humano.

A conferência da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS) em Washington teve seu ponto culminante no início desta semana, quando a cientista Jennifer Doudna falou sobre uma “revolução na edição do genoma”: a tecnologia CRISPR-Cas9.

Junto a Emmanuelle Charpentier, do Instituto Max Planck de Biologia Infecciosa, em Berlim, Doudna, da Universidade da Califórnia, desenvolveu a tecnologia capaz de manipular genes de forma fácil e altamente específica em muitas espécies – inclusive em seres humanos. Muitas pessoas temem que o método possa ser utilizado indevidamente para criar os chamados “bebês projetados”.

Na China, cientistas já aplicaram a tecnologia para alterar o DNA de embriões humanos jovens no ano passado. No entanto, esses embriões não eram viáveis e também não lhes foi dada a chance de se desenvolver. Foi somente um mero experimento numa placa de Petri, sem aplicações clínicas.

Mas a possibilidade de que tais aplicações aconteçam futuramente impressiona os cientistas, inclusive Doudna, professora de Biologia Molecular e Celular. O foco dos pesquisadores se volta para as coisas surpreendentes que podem ser feitas por meio da tecnologia.

Cura de doenças

Doudna relatou imenso interesse pelo seu trabalho, afirmando receber inúmeros emails “diariamente”. Muitos dizem sofrer de uma doença hereditária e lhe escrevem pedindo para que sejam curados.

“Eu lhes respondo, explicando-lhes que a tecnologia não estará disponível clinicamente por muito tempo”, afirmou a cientista da Universidade da Califórnia. Mas, isso não quer dizer que esse não será o caso futuramente.

“O impensável se tornou concebível”, ressaltou no encontro da AAAS a filósofa e bioeticista francesa Françoise Baylis, da Universidade Dalhousie em Halifax, no Canadá.

Se os cientistas puderem manipular o gene que sofre mutação em pessoas com o mal de Huntington, por exemplo, então, eles poderão curar a doença e evitar que crianças nasçam com esse tipo de enfermidade.

No entanto, isso é verdade somente para doenças causadas por um “erro” único no genoma humano, como anemia falciforme ou distrofia muscular. Males como a esquizofrenia, por outro lado, são muito mais complicados de curar ou evitar.

Com a tecnologia CRISPR-Cas9, os cientistas esperam também poder manipular células do sistema imunológico para evitar o câncer e, assim, finalmente encontrar uma cura para a doença.

Jennifer Doudna (dir.) e colega Charpentier são festejadas em Washington

Longo caminho

Ainda falta muito para a aplicação terapêutica do sistema de edição de genes. E o trabalho em embriões humanos na China mostrou que essa tecnologia também altera o DNA em outras partes que não as desejadas – o que cientistas chamam de “clivagem fora de alvo”.

Há também uma questão prática a ser resolvida: no momento, cientistas não sabem como transportar as tesouras moleculares de edição de genes para as células e tecidos cujos genes devem ser manipulados.

“Se eu soubesse a resposta para isso, provavelmente eu poderia me aposentar”, riu Doudna. Originalmente, a pesquisadora desenvolveu a tecnologia CRISPR-Cas9 para investigar a imunidade em bactérias. Mas logo ficou claro que o método poderia se tornar mais do que uma ferramenta de laboratório. Em particular, “quando foi publicado um trabalho mostrando que a tecnologia possibilita a manipulação de genes em macacos.”

Cientistas estão cientes de que a capacidade de edição de genes humanos pode ter sérias consequências. “Isso poderia pressionar pessoas a mudarem sua sequência genética quando tiverem uma doença”, o que poderia levar à discriminação, disse Baylis.

“Odeio o termo bebê projetado”

Os perigos de utilização incorreta da tecnologia são menos prováveis do que a maioria das pessoas pensa. “Não sabemos como aumentar a inteligência”, exemplificou Robin Lovell-Badgne, do Instituto Francis Crick de Londres.

Como tantas outras características de um ser humano, a inteligência não é resultado de um único gene. Mas muitos deles estão envolvidos – e, atualmente, cientistas não sabem quais são.

Mesmo que quisessem, pesquisadores não saberiam como aumentar a inteligência num embrião humano. “Bebês projetados não são possíveis”, afirmou Lovell-Badgne, acrescentando que detesta essa expressão. “No final, sempre acabamos com a imagem de um bebê louro e com olhos azuis – eu me pergunto por quê.”

Avanço inevitável

Em Washington, Doudna falou sobre antecedentes científicos e questões fundamentais que ainda precisam ser respondidas. Somente os 5 minutos finais de sua palestra foram dedicados a implicações éticas. Para ela, como cientista, existe somente um caminho a seguir: “Temos que realizar mais pesquisa básica.”

“Intervenções genéticas são inevitáveis”, disse Baylis. “Por três razões: a busca humana por conhecimento, o nosso desejo de nos superar, e porque pensamos que todos têm o direito de se reproduzir”, afirmou a especialista em Bioética.

No encontro na capital americana, uma coisa ficou clara: que a ciência envolvida na manipulação de genes humanos irá avançar, não importa quão grandes sejam os temores em relação a essa tecnologia e suas implicações.

Deutsche Welle

Os mosquitos mais perigosos do mundo

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O maior responsável por mortes de seres humanos é um animal minúsculo. Em todo o mundo existem 3,5 mil espécies de mosquitos. Um panorama dos mais letais, a serem evitados de todo jeito.

Anopheles é conhecido como “mosquito da malária”

Mais de 1 milhão de pessoas morrem a cada ano de doenças transmitidas por mosquitos – fato que torna esses insetos os seres mais mortíferos do mundo. Aprenda mais sobre os gêneros mais nocivos, seus habitats, padrões de alimentação e áreas de disseminação.

Anopheles, transmissor da malária

Existem mais de 460 espécies do gênero Anopheles, também conhecido como o “mosquito da malária”. Cerca de 20% delas são capazes de propagar entre humanos o plasmódio, protozoário causador da doença. A fêmea dissemina a malária quando pica uma pessoa infectada para sugar seu sangue e passa o parasita letal às vítimas seguintes.

Este gênero de mosquito é facilmente identificável pelas listras pretas e brancas nas asas. Ele está disseminado por praticamente todo o mundo, com exceção da Antártica. Embora hoje em dia a malária se restrinja às zonas tropicais, sobretudo a África Subsaariana, muitas espécies de Anopheles gostam de climas mais frios e se reproduzem neles. Focos de água parada, limpa e sem poluição são paraísos reprodutivos para o Anopheles.

Distribuição global do mosquito Anopheles, vetor da malária

A malária é uma doença sanguínea que não é contraída no simples contato com indivíduos infectados, mas pode ser transmitida por meio de agulhas contaminadas ou transfusões de sangue. Há mais probabilidade de sintomas graves ou fatais em idosos, pacientes com o sistema imunológico debilitado, crianças, gestantes e viajantes originários de regiões onde a doença não ocorre e, portanto, menos resistentes a ela.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que uma criança morra de malária a cada minuto, em nível global, apesar de o total de casos ter caído 47% nos últimos 15 anos. Foram desenvolvidos medicamentos antimalária, mas ainda não existe uma vacina contra a doença.

 Aedes aegypti transmite o vírus zika, entre outros

Aedes, transmissor da dengue, encefalite japonesa, zika e febre amarela

O Aedes é o mais invasivo dos três gêneros mais nocivos de mosquitos. Ele é transmissor frequente de infecções virais como a dengue, febre amarela e zika. Assim como o Anopheles, o Aedes é originário de regiões tropicais e subtropicais, mas pode ser encontrado atualmente em todos os continentes, exceto a Antártica. Ele se distingue por marcas brancas e pretas bem perceptíveis nas pernas e costas. Ao contrário dos demais, o gênero Aedes tem atividades diurnas.

Antes presente exclusivamente em habitats aquáticos,ele se adaptou aos ambientes rurais, suburbanos e urbanos. A OMS aponta que o Aedes se espalhou da Ásia para a África, as Américas e a Europa nas últimas décadas, sobretudo devido ao comércio de pneus usados, com a água da chuva concentrada em muitos deles propiciando a postura de ovos.

Encefalite japonesa: Transmitida a seres humanos, porcos domésticos e pássaros selvagens, a encefalite japonesa é uma infecção viral que resulta numa inflamação do cérebro. Em geral os pacientes apresentam febre moderada ou dores de cabeça, mas nos casos severos a infecção pode ser fatal.

Febre amarela: Segundo a OMS, mosquitos do gênero Aedes são responsáveis pelo contágio de quase 200 mil pessoas por ano com a febre amarela. Essa infecção viral hemorrágica aguda se manifesta nas áreas tropicais e sub-tropicais da América do Sul e África. Mais de 30 mil pessoas não vacinadas sucumbem anualmente a ela.

Distribuição global da dengue, transmitida pelo mosquito Aedes

Dengue: Após a infecção, os portadores da dengue se tornam transmissores e multiplicadores, tendo os mosquitos como vetores. O vírus circula na corrente sanguínea humana por dois a sete dias, período em que o paciente poderá apresentar febre. Uma vez recuperado, ele se torna permanentemente imune à cepa do vírus da dengue que contraiu.

Vírus zika:Apenas uma em cada cinco pessoas infectadas pelo vírus zika apresenta sintomas que podem incluir náusea, irritabilidade, urticária, conjuntivite e fortes dores nos músculos e articulações. Em casos mais raros, é necessário hospitalização.

Embora menos de 0,01% de todos os casos registrados até o momento tenham sido fatais, o vírus representa risco sanitário grave. Os Centros de Controle e Prevenção (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos divulgaram que o zika estaria relacionado a picos de microcefalia, defeito congênito caracterizado por uma caixa craniana menor do que o normal, além de eventuais danos cerebrais permanentes.

No início de fevereiro de 2016, a OMS declarou emergência sanitária global devido à grande incidência de microcefalia no Brasil. Segundo os CDC, em 2015 foram registrados no país 30 vezes mais casos de zika do que nos demais anos desde 2010. Em consequência, o órgão desaconselhou as gestantes de viajarem tanto para o Brasil como para a Colômbia, El Salvador, Guiana Francesa, Guatemala, Haiti, Honduras, Martinica, México, Panamá, Paraguai, Porto Rico, Suriname e Venezuela.

Ainda não existe tratamento contra o zika, mas a empresa alemã Genekam desenvolveu um teste que revela a existência de patógenos do zika em amostras de sangue.

Mosquito comum caseiro do gênero Culex

Culex, transmissor da febre do Nilo Ocidental, encefalite japonesa, elefantíase e possivelmente zika

Conhecido como mosquito caseiro comum, o Culex geralmente prefere sugar o sangue de pássaros ao humano, saindo para se alimentar ao amanhecer e entardecer. O gênero, que inclui mais de mil espécies, não é considerado tão perigoso para a saúde humana quanto o Anopheles e o Aedes.

Apesar de não ser o principal transmissor de moléstias potencialmente fatais como a malária, febre amarela ou a dengue severa, o inseto de cor parda pode disseminar uma variedade de outras doenças bastante graves, como a febre do Nilo Ocidental, elefantíase e encefalite japonesa.

Distribuição global do mosquito Culex, vetor do vírus do Nilo Ocidental

Febre do Nilo Ocidental: Ao longo da última década, houve um acréscimo das ocorrências desta febre, sobretudo em países onde seu agente patogênico não era tão comum, como os Estados Unidos, Grécia e Rússia. O vírus é característico de zonas temperadas e tropicais. Os que o contraem em geral ignoram que estão infectados, pois ele não costuma provocar sintomas. Atualmente não existe uma vacina contra a febre do Nilo Ocidental.

Elefantíase: Enquanto os surtos de febre do Nilo aumentaram, caiu o número de casos de elefantíase. Esta doença causada por vermes nematoides e transmitida por mosquitos já fez dezenas de milhões de vítimas pelo mundo, deixando muitas incapacitadas. Mais frequente na África, Ásia e Pacífico, a contaminação com o parasita provoca danos severos aos sistemas imunológico e linfático. Doença dolorosa e desfigurante, em parte dos casos a elefantíase permanece despercebida por muitos anos.

Vírus zika:Embora o Aedes seja o único vetor comprovado do vírus zika, os cientistas estudam agora se o Culex não seria também responsável pelo aumento do número de infecções. O fato de esse gênero de mosquito ser 20 vezes mais frequente no Brasil do que as espécies de Aedes explicaria a intensidade do surto no país. Pesquisadores da Fiocruz observam que, se o Culex for realmente um transmissor do zika, conter o vírus poderá ser “mais difícil do que se pensava”.

Os 10 principais animais ameaçados de extinção

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01 – Tigre

Novos levantamentos indicam que existem menos de 3,2 mil tigres na natureza. Hoje, só restam apenas 7% do habitat natural destes animais. O extermínio dos tigres também está ligado à falta de informação. Em muitas partes da Ásia, os tigres são caçados porque partes do seu corpo são consideradas medicinais.

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02 – Urso polar

O urso polar se tornou o principal símbolo dos animais que perdem seu habitat natural devido ao aquecimento global. A elevação da temperatura no Ártico é uma das principais ameaças aos ursos, assim como os petroleiros e os derramamentos de óleo na região.

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03 – Morsa

Os mais novos animais a entrarem para a lista dos ameaçados, as morsas também são diretamente afetadas pelo aquecimento global. Em setembro, 200 morsas foram encontradas mortas nas praias do Alasca. Com o derretimento das geleiras, os animais estão ficando sem comida.

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04 – Pinguim de Magalhães

O aquecimento das correntes marítimas tem forçado os pinguins a nadarem cada vez mais longe para achar comida. Não à toa, eles têm aparecido nas praias brasileiras, muitas vezes magros demais ou muito doentes. Das 17 espécies de pinguins, 12 estão ameaçadas pelo aquecimento global.

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05 – Tartaruga-gigante

Também conhecida tartaruga-de-couro, são um dos maiores répteis do planeta e chegam a pesar 700 quilos. Estimativas mostram que há apenas 2,3 mil fêmeas no Oceano Pacífico, seu habitat natural. O aumento das temperaturas, a pesca e a poluição têm ameaçado sua procriação.

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06 – Atum-azul

Um dos ingredientes principais do sushi de boa qualidade, o atum encontrado nos oceanos Atlântico e Mediterrâneo está sendo extinto por causa da pesca predatória. Uma proibição temporária da pesca desta espécie de atum ajudaria suas populações a voltar a um equilíbrio. Segundo o WWF, as pessoas em geral podem ajudar a protegê-los diminuindo seu consumo.

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07 – Gorila das montanhas

Famosos depois do filme “Nas montanhas dos gorilas”, estrelado por Sigourney Weaver, os gorilas podem deixar de existir na próxima década. Existem apenas 720 animais vivendo nas florestas da África, e outros 200 no Parque Nacional de Virunga, a maior área de preservação desta espécie. Em muitas partes da África, os gorilas são caçados porque partes do seu corpo são consideradas medicinais.

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08 – Borboleta monarca

As temperaturas extremas são a principal ameaça destas borboletas, que todo ano cruzam os Estados Unidos em busca do calor mexicano. Elas vivem em florestas de pinheiros, área cada vez mais ameaçada pelo aquecimento global e urbanização crescente.

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09 – Rinoceronte de Java

Existem apenas 60 destes rinocerontes em seus habitat natural. Como seu chifre é usado na medicina tradicional asiática, os rinocerontes são caçados de forma predatória. A expansão das plantações também tem acabado com as florestas que abrigam a espécie. O Vietnã, país que era um grande habitat dos rinocerontes, abriga apenas 12 animais no momento.

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10 – Panda

restam apenas 1,6 mil pandas na natureza, de acordo com o WWF. Eles vivem nas florestas da China, que estão cada vez mais ameaçadas pelo crescimento das cidades chinesas. Existe mais de 20 áreas de proteção ambiental no país para proteger estes animais. Metade dos pandas vive hoje em áreas protegidas ou em zoológicos.

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Fonte: Biólogo Marinho, Marcelo Szpilman – Instituto Aqualung

Via: meu mundo sustentável

FBI vai interromper uso de backdoors para obter dados de usuários

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FBI

Em mais uma vitória dos defensores da privacidade e da liberdade de informação, o FBI anunciou que está abandonando seu plano de inclusão de backdoors em produtos tecnológicos para facilitar o acesso a informações em caso de investigação. O plano do órgão, originalmente, era ter uma porta fácil de acesso aos dados, caso fosse necessário usá-la, mas essa proposta vinha enfrentando a dura resistência de fabricantes e desenvolvedores de tecnologia nos Estados Unidos.

Na opinião do diretor do FBI, James Baker, a ideia se parecia demais com um “pensamento mágico” que poderia facilitar todas as coisas e, por isso mesmo, trazia também um pouco de inocência por parte das autoridades. De forma um tanto irônica, ele afirmou que o uso de backdoors colocava toda uma responsabilidade sobre a “maravilhosa indústria de tecnologia dos Estados Unidos”, que deveria pensar em uma forma de criar uma abertura que fosse usada apenas pelas forças policiais, mas sem ser explorada por hackers e outros indivíduos.

“Talvez isso seja exigir demais”, concluiu ele, falando em uma conferência de tecnologia e segurança na cidade de Boston. Baker parece entender que a aplicação de uma backdoor que possa ser utilizada única a exclusivamente pelo FBI pode ser uma impossibilidade matemática e, sendo assim, afirmou que o órgão vai buscar outras maneiras de realizar seu trabalho e obter as informações necessárias para o andamento de suas investigações.

Desde meados do ano passado, o FBI e outras autoridades do governo americano estão em pé de guerra com empresas como Apple e Google por conta de sistemas de criptografia aplicados, principalmente sobre smartphones. De um lado, as fabricantes dizem que nem elas mesmas possuem métodos para quebrar a proteção de seus clientes, enquanto os órgãos de justiça pedem que portas sejam abertas para facilitar investigações sobre terrorismo e outros crimes. Tudo, claro, sob mandado judicial, algo que nem sempre é cumprido.

Agora, em vez de usar backdoor, a ideia é utilizar a “porta da frente”. Nas declarações, o diretor do FBI disse estar “confortável” com o uso de ordens oficiais e liberações pela Justiça, e que agirá sempre dentro da lei para garantir a segurança dos cidadãos, sem que isso implique em quebrar a privacidade de ninguém.

Via: Canaltech

Fonte: The Register

Arqueólogos encontram fortaleza bíblica em Jerusalém

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Cidadela de Acra, construída há mais de 2 mil anos, foi um centro de poder e usada para conter a rebelião judaica registrada no livro bíblico dos Macabeus. Buscas já duravam mais de um século.

Acra foi localizada em escavações num antigo estacionamento

Depois de mais um século de buscas, arqueólogos afirmam ter encontrado as ruínas de uma antiga fortaleza grega mencionada na Bíblia e solucionado, assim, um dos maiores mistérios arqueológicos de Jerusalém. A cidadela de Acra estava enterrada em um estacionamento da cidade.

“Pesquisadores, juntamente com a Autoridade de Antiguidade de Israel, acreditam ter encontrado as ruínas da fortaleza nas escavações no estacionamento Givati, na cidade de David”, anunciou o órgão nesta terça-feira (03/11).

A fortaleza foi um centro de poder e usada para conter a rebelião judaica registrada no livro bíblico dos Macabeus. Acra foi construída há mais de 2 mil anos por Antíoco Epifânio, rei do império selêucida helênico. Pesquisadores tentavam localizá-la há anos.

Muitos acreditavam que a cidadela ocupasse o lugar onde atualmente fica a Cidade Velha de Jerusalém, com vista para a Igreja do Santo Sepulcro ou próximo à colina que abriga o complexo de mesquitas de Al-Aqsa.

Mas as ruínas localizadas em um antigo estacionamento pavimentado ficam fora dos limites da Cidade Velha, com vista para um vale ao sul. Segundo arqueólogos, a região de Acra corresponde ao local onde a construção de Jerusalém se concentrou durante o reinado bíblico de David.

O líder da escavação, Doron Ben-Ami, afirmou que Antíoco, que viveu entre 215 e 164 a.C., escolheu o local para poder controlar a cidade e monitorar as atividades no templo judaico. A fortaleza foi soterrada por uma colina artificial composta por várias camadas de terra deixadas por diferentes culturas.

Pedras de estilingues e pontas de flecha de bronze descobertos podem ser de batalha bíblica

Entre as ruínas há uma parede maciça, a base de uma torre e de um aterro de defesa, além de artefatos como moedas e alças de jarras de vinho, que parecem ser do período de Antíoco. De acordo com Autoridade de Antiguidade, a torre possui “dimensões impressionantes”.

Pedras de estilingues e pontas de flecha de bronze, da mesma época, também foram localizadas na escavação. As peças podem ser remanescentes da batalha entre forças gregas e rebeldes judeus que tentavam tomar a fortaleza.

“Esse é um exemplo raro de como rochas, moedas e terra podem se juntar em um episódio arqueológico único que aborda realidades históricas específicas da cidade de Jerusalém”, afirmou Ben-Ami.

Arqueólogos afirmaram ainda que a descoberta permite reconstruir a composição de assentamento na cidade de mais de 2 mil atrás. Acra foi mencionada vagamente em dois textos antigos: o Livro dos Macabeus, que retrata a rebelião, e nos registros do historiador Flávio Josefo.

Na tradição judaica, Antíoco é lembrado com o vilão do feriado Hanukkah que tentou proibir ritos religiosos e provocou a revolta dos Macabeus.

DW

Brasil é o país com mais registro de ciberataques na América Latina, diz estudo

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Cibercrime

Ameaças Avançadas para América Latina, feito pela empresa global de segurança de TI FireEye, revela que o Brasil continua sendo o país mais atacado da América Latina, ficando à frente do Chile, México, Peru e Argentina.

O estudo tem o intuito de registrar uma visão geral dos ataques avançados detectados na web nos países citados acima. A FireEye também descobriu que houve um aumento significativo de ataques na região. De acordo com a empresa, cerca de 96% das organizações estão sendo atacadas sem saberem, pois os cibercriminosos utilizam técnicas avançadas que nenhum produto atual de segurança é capaz de barrar.

“O crime cibernético continua a representar uma ameaça para indivíduos e organizações na América Latina ao passo que a população se torna cada vez mais conectada à Internet, e os sistemas bancários e de pagamento online são mais difundidos”, diz Robert Freeman, diretor sênior da FireEye para a América Latina.

Os países mais comprometidos e que sofreram um maior número de ataques bem-sucedidos são Brasil, Peru, México, Chile e Argentina. Porém, mesmo com o Peru na segunda colocação, foi o Chile quem recebeu o maior número de ataques, sejam eles bem-sucedidos ou não.

Freeman ressalta que os ataques contra o setor privado ou organizações não-governamentais, como serviços financeiros, bens de consumo, energia e infraestrutura, são os maiores. Além disso, ele revela que os setores mais impactados por ataques na América Latina são o de Química/Manufatura, Serviços Financeiros, Energia/Infraestrutura, Governo Federal, e Bens de Consumo/Varejo. “Apesar do desaquecimento da economia da América Latina, nós acreditamos que isso indique o crescente valor dos negócios da região para os atores das ameaças”, pontua.

Ainda de acordo com o relatório, os países que mais se conectam com os ataques aos computadores da América Latina são, respectivamente, os Estados Unidos, Rússia, Holanda, Alemanha e Brasil.  O documento também mostra que os principais malwares utilizados não são exclusivos da região.

“As empresas precisam se certificar de que as ferramentas de segurança existentes estão atualizadas, pois muitos malwares podem ser facilmente resolvidos com ferramentas tradicionais baseadas em assinatura”, comenta Freeman, ressaltando a necessidade de um modelo de defesa que diminua o tempo entre a detecção de uma brecha e a detenção do criminoso.

O executivo complementa dizendo que também é importante adotar a cultura do compartilhamento de informações que podem ser úteis a todos. “As corporações devem desenvolver novas maneiras de colaborar entre si, com grupos do setor e governo, para compartilhar a experiência e inteligência em segurança cibernética que possuem”, finaliza Freeman.

Canaltech