Educação

6 dicas para ativar a sua criatividade

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É uma das grandes barreiras psicológicas de quem quer mudar de vida: na hora de criar algo novo, muita gente empaca. Mesmo se tratando de sonhos, nem sempre somos capazes de os colocar em prática da melhor maneira. E nem sempre sabemos como tornar nosso produto realmente criativo e original.

E se criatividade é uma palavra tão importante para quem quer criar seu próprio negócio (e não só), achamos importante divulgar algumas formas de contornar o problema da folha em branco. A chave estará sempre em você, mas as dicas da Juliana Garcia, que listamos abaixo, podem realmente fazer a diferença. Olha só:

1. Saia do lugar comum

O que a criatividade mais ama? Realizar o incomum! Para criar algo novo, é preciso sair da zona de conforto. Permita-se conhecer novos lugares, novas pessoas, outros olhares. Beba em outras fontes: visite blogs que tratem de assuntos diferentes do que você costuma ler, participe de eventos culturais, tente outras formas de fazer as mesmas coisas. Experimente.

2. Relaxe a mente

Tem horas em que ficar martelando na mesma ideia nos rouba mesmo a inspiração para criar. Faça pausas e seu cérebro agradecerá. Tome um chá, folheie uma revista, converse. Deixe a mente respirar um pouco, depois você vai retornar com muito mais energia.

3. O bom e velho caderninho

Tenha um caderninho sempre à mão e registre o que quer que passe pela sua cabeça. Trechos de poemas, uma música, o título de um livro, um lembrete. Mais adiante, esse caderno pode ser um tesouro de referências para você consultar quando der um branco.

4. Não copie

Não tem coisa mais frustrante para a criatividade do que você sair copiando o que já foi feito por aí. Tudo bem, num mundo com tanta variedade e tanta informação é difícil “inventar a roda” todos os dias, porém… Copiar, além de desrespeitar a obra alheia, abafa o seu processo criativo. Inspirar-se? Sim. Mas só se for para construir algo novo a partir disso. Topa o desafio?

5. Crie por meios diversos

Coloque a criatividade para trabalhar em mais campos de sua vida e em atividades diferentes daquilo que já é rotineiro para você. Escreva, dance, pinte, cozinhe, cante, enfim. Envolva sua vida num clima de exercício criativo, assim você não vai enferrujar!

6. Olhar de criança

Sabe aquela curiosidade das crianças? Observe desconhecidos, pergunte mais, imagine como seria se você fizesse de outro jeito. Com esse olhar é que a gente abre espaço para o novo entrar.

Comece a exercitar agora mesmo e mantenha a luz da criatividade acesa! Não deixe para depois, comece hoje. Prontidão é um dos principais combustíveis para a energia criativa.

Via nomadesdigitais

Texto originalmente publicado no site de Juliana Garcia. Reprodução autorizada.

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Anel inteligente é capaz de ler livros em tempo real para pessoas cegas

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A tecnologia tem nos auxiliado de forma grandiosa no que tange a acessibilidade, sempre de forma simples, mas muito eficaz. É exatamente o caso desse produto (ainda em fase de protótipo), desenvolvido por pesquisadores do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets): um anel que auxilia cegos na leitura de livros comuns (que não usem braille).

Chamado de FingerReader (algo como: dedo leitor), basta apontá-lo para um livro ou leitor de e-book, como o Kindle, que o anel scanneia todo o espaço ao redor e lê em voz alta, em tempo real e, se o usuário quiser, ele faz a tradução simultânea do conteúdo. O produto ainda vibra quando chega ao final e começo de uma linha, e possui um algoritmo capaz de detectar se o usuário se afastou da linha base do texto, ajudando a manter um movimento de scanneamento em linha reta.

Veja o FingerReader em funcionamento e se surpreenda também:

 

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Por estar em fase de protótipo, algumas coisas podem ser melhoradas, como a voz do leitor que as vezes não é muito fluída e o tamanho do anel, que pode ser diminuído para ficar mais confortável. Mas este é, sem dúvida, um avanço gigante na inclusão de deficientes visuais na leitura em massa, já que os livros em braille ainda não são tão difundidos. Simplesmente genial – é nessa aplicação do design que a gente acredita.

Hypness

Tecnologia: Conheça a escola de Programação e Robótica voltada a crianças e adolescentes

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As crianças que trocaram bonecas, carrinhos, e atividades esportivas por smartphones, computadores, etc, estão prestes a ganhar a escola SuperGeeks

Alunos desenvolverão jogos educativos, que poderão ser doados a escolas públicas
Alunos desenvolverão jogos educativos, que poderão ser doados a escolas públicas(Divulgação)
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Classificada como “geração F5”, referindo-se à tecla “atualizar” do computador, as crianças que trocaram bonecas, carrinhos e atividades esportivas por smartphones, tablets e computadores estão prestes a ganhar a escola “dos sonhos”: a SuperGeeks. Voltado ao público infantil e infanto-juvenil, o instituto de Programação e Robótica elaborou uma metodologia bilíngue, na qual seus alunos aprenderão a Língua Inglesa e a programar videogames e outros sistemas.

Com sua primeira sede agendada para inaugurar no próximo dia 10, em São Paulo, a escola planeja abrir unidades em todo o País, segundo o empresário Marco Giroto, 33. “Não só nas capitais do Brasil, mas para várias cidades”, acrescenta ele. “Já temos aproximadamente 200 empreendedores interessados em franquia. Por este motivo, a expansão será por franquias, mas apenas a partir do segundo semestre”, destaca.

Além de aprender a criar jogos para computadores, consoles e, até mesmo, pequenos robôs, os jovens têm contato, durante toda a aula, com o Inglês. “O método é inovador no sentido de nunca ter sido aplicado no Brasil para este público”, aponta o empresário. “O que podemos concluir é que crianças que começaram a aprender Programação aumentaram o rendimento escolar na média de 15%. Além disso, ela desenvolve o pensamento lógico e crítico, assim como a resolução de problemas e outras habilidades”.

ESTÍMULO

De acordo com Marco, a SuperGeeks estimulará seus alunos a produzirem jogos educacionais. Em outras palavras, a colocar em prática o que estão aprendendo na escola. “Dessa forma, esses jogos poderão ter utilidade para outras crianças e, até mesmo, caso seja desejo dos alunos, ser doados para instituições públicas”, explica ele.

A respeito da Robótica, o foco será produtos de utilidade pública, como, por exemplo, um robô de resgate. “Uma máquina deste tipo poderia ser usada para buscas de sobreviventes em escombros e etc.”, ressalta o empresário, frisando que esse segmento será abordado com mais intensidade apenas na segunda fase do curso. “Os jovens precisam aprender a programar primeiro para, depois, entrarem na parte de Robótica”, justifica.

FONTE

‘Aprendizado on-line é mais natural para o cérebro’

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Para especialista, a internet permite a multiconectividade, que é mais inerente ao jeito do ser humano pensar e aprender.

Para especialista, a internet permite a multiconectividade, que é mais inerente ao jeito do ser humano pensar e aprender.

Ler um livro ou uma história pode parecer uma atividade natural para boa parte das pessoas, mas para o nosso cérebro é questão de treino. Quando, no século 15, o livro passou a ser um instrumento difusor de informação, as pessoas tiveram que ensinar o cérebro a se desconectar do mundo ao redor e mergulhar neste outro universo, senão muito do conteúdo não seria absorvido. É esse o argumento que Jolanta Galecka, especialista em marketing on-line na editora europeia Young Digital Planet, usa para explicar porque a internet entrou com tanta facilidade na vida moderna ­– principalmente entre as crianças. “A internet permite que nosso cérebro funcione do jeito que ele mais gosta”, defende.

De acordo com a especialista, que esteve nesta semana na Contec Brasil, conferência sobre educação, conteúdo de mídia infantil e tecnologia, o cérebro sempre se desenvolveu em movimento, prestando atenção em tudo que está ao redor. “É assim que aprendemos com mais facilidade e a internet é um ambiente disperso de aprendizagem, é mais natural para nosso cérebro”, argumenta. Até por isso, a introdução desse novo universo é muito difícil em escolas com modelos de ensino tradicional, que não fomentam nos alunos a multiconexão entre conteúdos, informações e experiências de vida.

“Se o conteúdo não é ensinado de maneira interativa, o aluno não aprende. O cérebro absorve informações quando constrói seus próprios modelos mentais de conexões. Armazenamos a informação por meio dessas conexões, e elas vão ser feitas de acordo com o conhecimento prévio de cada um”, explica a especialista, que completa: “Por isso que conexões não podem ser ensinadas, ou mesmo forçadas, da mesma maneira que não se pode dar conhecimento. Podemos dar informação, para que ela seja absorvida. Com base nela é que se constrói o conhecimento”.

Entender como o nosso cérebro aprende e como ele responde a estímulos é um grande passo para melhorar a qualidade do processo de ensino e aprendizagem, defende a especialista. “É aí que o professor estará usando por completo sua habilidade pedagógica, todo o seu potencial. Incitando discussões, instigando a curiosidade, mostrando caminhos para relacionar os conteúdos ao mundo real e a vida fora da escola”, afirma Galecka.

Desse modo, modelos como a sala de aula invertida  ou o aprendizado baseado em projetos ganham força, já que trazem melhores resultados no desenvolvimento dessas conexões. “A sala de aula invertida não é a solução sozinha, assim como trabalhar com projetos também não é. Tudo precisa ser misturado, combinado com uma série de outras práticas que mostrem para os estudantes a relevância do tema que está sendo abordado. É preciso conectá-lo com o mundo real e não apenas replicá-lo porque está no livro ou faz parte do currículo”, afirma.

Ainda segundo a especialista, o principal papel da escola tem que ser fomentar o pensamento crítico e a análise das informações. “Temos que ensinar as crianças a pensar. É por meio do pensamento que vem a diversidade de informação e opinião. Os alunos tem que saber discernir o que é importante do que não é. Eles têm que saber como usar as informações adquiridas para qualquer propósito que eles queiram, têm que se apoderar delas”, conclui.

Jornal do Brasil

Jogo educativo aborda conceitos básicos sobre nutrição

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Game explora tipos de nutrientes e diferentes dietas dos animais

Com o objetivo de transmitir noções sobre alimentação balanceada e ao mesmo tempo explorar as diferentes dietas que existem entre os animais, uma equipe formada por desenvolvedores de games e pesquisadores lançou em janeiro o jogo on-line Comilo-Saurus, também disponível para download no Google Play e em breve na Apple Store.

A iniciativa é do grupo Ludo Educativo, sediado na empresa Aptor Games, em São Carlos, e resulta da parceria entre o Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiados pela FAPESP, e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Materiais em Nanotecnologia (INCTMN/CNPq), com participação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).

Voltado para dispositivos móveis e computadores, game explora tipos de nutrientes e diferentes dietas dos animais
Voltado para dispositivos móveis e computadores, game explora tipos de nutrientes e diferentes dietas dos animais

No game, bebês dinossauros viajam no tempo e chegam ao laboratório de uma cientista. Enquanto ela calibra a máquina que os mandará de volta ao passado, o jogador precisa manter os bebês bem alimentados, com uma quantidade adequada e equilibrada de carboidratos, proteínas, vitaminas e gorduras – caso contrário, o lugar pode ser devorado pelos filhotes.

“Conforme o jogador passa de fase, os dinossauros vão crescendo e optam por uma dieta onívora, carnívora, vegetariana ou vegana. É preciso, portanto, ficar atento às características de cada um desses tipos de alimentação para seguir fazendo pontos e avançando”, explicou Alexandre Rosenfeld, coordenador do grupo que desenvolveu o jogo, à Agência FAPESP.

No menu principal, é possível acompanhar o crescimento e as preferências alimentares dos dinossauros. “Além de entender cada dieta, as crianças podem aprender sobre os nutrientes que cada alimento possui. Ou seja, um vegetariano que não ingere proteína da carne pode encontrá-la no ovo e no leite, por exemplo”, disse Rosenfeld.

A criação do roteiro das 36 fases do game incluiu a busca por referências na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e outras instituições voltadas aos temas de nutrição e saúde.

O grupo Ludo Educativo também é responsável por outros jogos, como Coma Bem 2, sobre a importância de manter uma alimentação saudável, e Contra a Dengue 2, cujo objetivo é combater focos e mosquitos transmissores da doença.

O Comilo-Saurus pode ser acessado em http://portal.ludoeducativo.com.br/pt/play/comilo-saurus.

Jornal do Brasil

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Ser virgem ou ter olhos claros pode fazer de você um gênio. Entenda por quê

Fonte da imagem: Reprodução/Shutterstock

Além de tocar cinco instrumentos musicais, falar sete idiomas e ter aprendido sozinho a jogar xadrez melhor do que um russo, existem outros fatores que podem indicar mentes geniais. Para determinar essas características, pesquisadores de diferentes partes do mundo analisaram o QI de uma série de voluntários.

O mais interessante é que eles descobriram que os QIs mais altos podem ser encontrados em pessoas normais que cultivam hábitos bastante triviais. A boa notícia é que isso aumenta as chances de você também fazer parte do seleto grupo de pessoas com um cérebro superpotente. Confira o artigo e veja se você se identifica com alguma das descobertas da ciência.

1) Ser virgem

Fonte da imagem: Reprodução/Shutterstock

O fato de que pessoas estudiosas tendem a passar mais tempo com os livros do que com parceiros é quase um senso comum. Mas não se deixe enganar com aquela velha ideia de que nerds não são atraentes, pois a explicação científica vai muito além disso.

Estudos realizados com graduados e pós-graduados das melhores universidades – como o MIT, por exemplo – comprovaram que o número de parceiros sexuais dos alunos mais inteligentes é bem menor do que o daqueles classificados com uma inteligência mediana. Ainda, os pós-graduados registraram um incrível índice de 45% de virgindade.

A primeira explicação para esse fenômeno está na testosterona. De acordo com o Listverse, estudos comprovaram que o hormônio responsável por parte das características masculinas é capaz de inibir a inteligência. A segunda justificativa está no fato de que pessoas inteligentes são mais conscientes dos riscos, o que as leva a evitar os perigos do contato interpessoal e faz com que alguns acabem recorrendo à masturbação. Por fim, sabemos que as pessoas que se dedicam mais aos estudos costumam ser reclusas, se expondo menos em situações sociais e diminuindo suas chances de encontrar um parceiro.

Um dos resultados desse tipo de comportamento foi o aumento do interesse por produtos que facilitam a busca solitária pelo prazer. O Telegraph, inclusive, aponta um levantamento que descobriu que os clientes que mais deram lucro para os sex shops britânicos no ano passado eram de diferentes regiões universitárias da Inglaterra.

2) Ter insônia

Fonte da imagem: Reprodução/Shutterstock

Também não é segredo para ninguém o fato de que os gênios costumam ignorar os comportamentos tradicionalmente aceitos pela sociedade em geral. Um reflexo disso é que quase sempre eles acabam tendo rotinas próprias.

Um estudo realizado pela Escola de Economia de Londres indica que a insônia é uma tendência natural das mentes mais brilhantes que vivem entre nós. A pesquisa demonstrou que o número de horas de descanso por noite diminui conforme o QI aumenta. Podemos acreditar que um dos motivos que leva a esse tipo de comportamento é justamente um cérebro hiperativo que não consegue descansar ou talvez o fato de as noites serem mais quietas e propícias para ficar estudando até mais tarde.

3) Cultivar hobbies triviais

Fonte da imagem: Reprodução/Shutterstock

Uma análise feita com os gênios aceitos ao longo da história revela que a maioria deles escolheu cultivar um hobby trivial ou colocar um exercício qualquer em prática apenas para buscar a satisfação pessoal. Acredita-se que isso possa ter uma ligação com a necessidade do cérebro de focar em atividades simples de tempos em tempos para facilitar a recuperação da mente depois de divagações intensas.

Independente da motivação, esse hábito foi compartilhado por grandes mentes da história. Albert Einstein, por exemplo, gostava de velejar. Já Stephen Hawking costumava fazer escaladas, remar e chegou até a escrever livros infantis como hobby.

4) Ter olhos claros

Fonte da imagem: Reprodução/Shutterstock

Infelizmente, a cor dos olhos é uma característica física que não pode ser alterada. De qualquer maneira, não deixa de ser uma boa notícia para os que foram agraciados com olhos claros, ao mesmo tempo em que também não significa que aqueles que têm olhos escuros são menos capazes.

Os fatos simplesmente apontam a existência de uma relação direta entre a cor dos olhos e as diferentes áreas em que as pessoas se saem melhor. Um estudo demonstrou que pessoas de olhos claros têm uma tendência a ultrapassar as expectativas em atividades estratégicas e que possam ser desenvolvidas no seu tempo – que é basicamente o que a ciência faz. De fato, cientistas renomados, como Carl Sagan e Stephen Hawking, tinham olhos azuis.

Já as pessoas de olhos castanhos tendem a se sair melhor em atividades que tenham ritmo e exijam respostas rápidas. Isso significa que esses indivíduos estão mais aptos a praticar esportes ou outras atividades que envolvam reação. Em resumo, existe uma carreira ideal para cada tipo de pessoa.

5) Desenhar

Fonte da imagem: Reprodução/Shutterstock

Existe uma coisa que os gênios e os artistas têm em comum: a habilidade de processar o pensamento abstrato de maneira efetiva. Isso significa que mentes brilhantes aprendem como se expressar abstratamente sem dificuldades. Como os métodos de comunicação tradicionais não são suficientes para cérebros avançados, as teorias e ideias precisam ser representadas em formas de imagens, desenhos, entre outras.

Indivíduos com um QI mais alto tendem a compartilhar e explicar suas ideias de maneira que se façam entender mais facilmente. Nesse caso, atividades artísticas podem servir como uma válvula de escape para que a inspiração alcance o mundo físico. Artistas como Van Gogh ou Pablo Picasso certamente entrariam na categoria de desenhistas mais do que avançados, enquanto gênios da música – como Beethoven e Mozart – escolheram uma maneira diferente de expressar seus instintos criativos.

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Estudar música não torna as pessoas mais inteligentes, afirma estudo

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Apesar de ser uma crença comum entre as pessoas, pesquisadores de Harvard refutam tese

Estudar música não torna as pessoas mais inteligentes, afirma estudo Pedro Simão/stock.xchng

Segundo estudo da Universidade de Harvard, educação musical não contribui para o bom desempenho escolar de crianças Foto: Pedro Simão / stock.xchng
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Crianças obtêm muitos benefícios ao ter aulas de música. Aprender a tocar um instrumento é uma ótima válvula de escape para a criatividade, e o treino contínuo pode ensinar lições valiosas sobre foco e disciplina.

Mas pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, agora dizem que um dos benefícios mais famosos da educação musical, que seria incrementar as capacidades cognitivas das crianças, não passa de um mito.

Esta foi a conclusão obtida através de dois estudos conduzidos por Samuel Mehr, doutorando da Escola de Pós-graduação em Educação de Harvard, recentemente publicados na revista científica online PLOS ONE.

— Mais de 80% dos estadunidenses adultos pensa que a música melhora as notas ou a inteligência das crianças. Mesmo entre a comunidade científica, há uma crença generalizada de que a educação musical é importante por estas mesmas razões. Contudo, quase não existem evidências que comprovem esta ideia — argumenta Mehr.

De acordo com o pesquisador, a noção de que o estudo musical pode tornar uma pessoa mais inteligente tem origem em um único estudo publicado na revista Nature. Na ocasião, estudiosos detectaram o que foi então chamado de “Efeito Mozart” — fenômeno percebido pelo fato de que as pessoas pesquisadas se saíam melhor em testes espaciais após ouvirem música clássica.

Embora a pesquisa tenha entrado em descrédito mais tarde, a noção de que apenas o ato de escutar música tornaria uma pessoa mais inteligente se enraizou firmemente no imaginário popular, e estimulou uma série de novos estudos, incluindo-se aí vários voltados aos benefícios cognitivos da educação musical.

Apesar de existirem dezenas de pesquisas que avaliaram uma possível ligação entre as habilidades cognitivas e musicais, quando Mehr e seus colegas revisaram a produção científica sobre o assunto encontraram apenas cinco estudos que utilizaram testes aleatórios, a “regra de ouro” para determinar efeitos causais de intervenções educacionais no desenvolvimento infantil. Dos cinco, apenas um demonstrou um efeito positivo inequívoco, um aumento médio de 2,7 pontos no Q.I. após um ano de aulas de música. No entanto, a variação não é considerada grande o suficiente para ser considerara estatisticamente significativa.

Para estudar a conexão entre música e cognição, Mehr e sua equipe recrutaram 29 famílias com filhos de quatro anos de idade da área de Cambridge, no estado do Massachusetts. Depois de as crianças terem sido submetidas a testes básicos de vocabulário e os pais a exames de aptidão musical, cada um foi encaminhado para dois tipos de aula — uma de música e outra de artes visuais.

Entre as principais mudanças feitas em relação a estudos anteriores, tomou-se o cuidado de se utilizar sempre o mesmo professor — no caso, o próprio Mehr — e de se aplicar testes designados para três áreas específicas da cognição — vocabulário, matemática e habilidades espaciais — ao invés do tradicional exame de Q.I.

Os resultados da pesquisa, no entanto, não demonstraram evidência alguma da existência de benefícios cognitivos causados pela educação musical.

Mesmo quando se comparou o efeito sobre os pesquisados que tiveram aulas de música, de artes visuais ou nenhuma das duas, não foi detectado qualquer indício de melhor desempenho cognitivo de um grupo sobre outro.

— Foram observadas pequenas diferenças de performance entre os grupos, mas nenhuma era grante o bastante para ser considerarada estatisticamente relevante — afirma Mehr.

Apesar de os resultados não terem comprovado que estudar música pode ser uma alavanca para se atingir um bom desempenho educacional, o pesquisador ainda acredita que a educação musical deve ser parte do currículo escolar.

— Nós não ensinamos Shakespeare para os jovens porque achamos que isso os ajudará a se saírem melhor no vestibular, nós o fazemos porque acreditamos que Shakespeare é importante. Com a música, é a mesma coisa — pondera o acadêmico.

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