Música

Músicos do Iron Maiden ensinam como ganhar (muito) dinheiro com a pirataria

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A banda soube como transformar um fator que pode ser muito negativo para alguns músicos em um negócio bastante lucrativo

Fonte da imagem: Reprodução/Flickr Músicos do Iron Maiden ensinam como ganhar (muito) dinheiro com a pirataria

A pirataria pode ser um problema para músicos, bandas, produtores, gravadoras e lojas de discos. Mas ela também pode ter um lado positivo, como nos ensina a banda Iron Maiden, que conseguiu atingir os responsáveis pelos downloads ilegais de suas músicas e transformar o que poderia ser um problema em um negócio lucrativo.

Para isso, eles contaram com a ajuda da Musicmetric – uma empresa britânica especializada em analisar os dados da indústria musical a partir das redes sociais e do tráfego de dados em redes de BitTorrent. “Ter um panorama preciso em tempo real sobre os principais dados ajuda a informar as pessoas que precisam tomar decisões. (…) Os artistas podem dizer ‘estamos sendo pirateados aqui, vamos fazer algo quanto a isso’ ou ‘somos populares aqui, vamos fazer um show’”, afirma Gregory Mead, diretor e cofundador da empresa baseada em Londres.

No caso do Iron Maiden, a banda notou que havia um tráfego maior de dados na América do Sul. De acordo com o site Cite World, países como Brasil, Venezuela, México, Colombia e Chile estão entre os dez lugares com o maior número de seguidores da banda no Twitter. Já quanto aos downloads, o Brasil ocupa um dos primeiros lugares do ranking.

Musicmetric mostra os principais dados das bandas em tempo real. Fonte da imagem: Reprodução/Cite World

Em vez de acionar seus advogados, os músicos escolheram a segunda opção sugerida por Mead: fazer um show. Isso explica porque a banda concentrou boa parte da sua turnê na América do Sul nos últimos anos. O Cite World ressalta que apenas no show realizado em São Paulo em 2008 a banda arrecadou mais de 2,5 milhões de dólares.

E, além de ser um negócio lucrativo, o posicionamento da banda com relação à pirataria trouxe mais resultados positivos. Segundo o Musicmetric, no período entre maio de 2011 e maio de 2012, a banda atraiu mais de 3,1 milhões de fãs nas redes sociais. Ainda, depois da turnê inglesa (que aconteceu entre junho de 2012 e outubro de 2013), o número de fãs online da banda aumentou para 5 milhões, com um destaque considerável para a América do Sul.

Via: Mega Curioso

Fonte: Cite World The Verge

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Cidade onde Kurt Cobain morou institui ‘Nirvana Day’ a partir de 2014

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Homenagem será no dia 10 de abril, anunciou prefeito de Hoquiam.
Data é a mesma da indução da banda ao Rock and Roll Hall of Fame.

Kurt Cobain, vocalista do Nirvana (Foto: Divulgação)

A pequena cidade de Hoquiam, no estado de Washington, nos Estados Unidos, irá celebrar a partir do próximo ano o “Nirvana Day”. De acordo com o prefeito, Jack Durney, a homenagem irá acontecer em 10 de abril, mesma data de indução da banda ao Rock and Roll Hall of Fame.

Ainda segundo o prefeito, o vocalista Kurt Cobain, morto em 1994, chegou a morar no local, e o baixista Krist Novoselic também teve laços com a comunidade, embora ele não tenha especificado quais.

Com pouco menos de 9 mil habitantes, Hoquiam faz parte do Condado de Grays Harbor e fica a quatro milhas de Aberdeen, a maior cidade da região e onde Cobain nasceu.

Em entrevista à emissora local de rádio KXRO, Durney justificou a instituição da data. “Eles trazem uma grande honra, eu diria, a toda a nossa comunidade. E acho que é bom que Kurt Cobain tenha vivido em Hoquiam por um tempo. Ele e Krist Novoselic são parte de nossa comunidade, e acho que é bom homenagear nossos filhos e suas grandes realizações”, disse.

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Silenciando o efeito Mozart

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Uma pesquisa realizada em 1993 marcou profundamente o que se pensa hoje sobre o ensino de música. Na época, três pesquisadores norte-americanos publicaram na revista Nature um estudo que ficou famoso e cunhou o termo “efeito Mozart”, segundo o qual as crianças se tornam mais inteligentes pelo simples fato de serem expostas a música de Mozart. Esse estudo desencadeou uma série de outros que reafirmaram o papel da música no desenvolvimento cognitivo dos estudantes. Mas agora um doutorando de Harvard está dizendo que não é bem assim.

Samuel Mehr publicou dia 11 de dezembro no jornal científico de livre acesso PLoS One o estudo Two Randomized Trials Provide No Consist Evidence for Nonmusical Cognitive Benefits of Brief Preschool Music Enrichment. Nele, o pesquisador mostra que a prática de música não tem nenhum efeito sobre a habilidade cognitiva das crianças. “Crianças pequenas muito frequentemente são submetidas a atividades musicais, mas os efeitos da educação musical para crianças em seu desenvolvimento cognitivo ainda são desconhecidos”, afirma o autor em seu estudo. E a briga que ele compra é grande, já que o senso comum é que música ajuda as pessoas a se tornarem mais inteligentes Cool. “Mais de 80% dos adultos norte-americanos pensam que a música melhora as notas ou a inteligência [dos alunos]”, disse ele ao Harvard Gazette.

O primeiro passo dado por Mehr e seus colegas foi revisitar os estudos que surgiram após a teoria do efeito Mozart ser lançada. Para sua surpresa, eles descobriram que apenas cinco de fato analisaram amostras aleatórias e controladas de crianças para medir o efeito das aulas de música em sua cognição. E dessas pesquisas, só uma mostrou um efeito inequivocamente positivo das aulas, mas ainda assim muito pequeno para ser estatisticamente relevante – o aumento nos níveis de QI, nesse caso, foi de 2,7%.

Apesar de os resultados sugerirem que a música não é um atalho para o sucesso na escola, Mehr ressalta que a educação musical tem um valor importante.
Apesar de os resultados sugerirem que a música não é um atalho para o sucesso na escola, Mehr ressalta que a educação musical tem um valor importante.

Mehr fez então dois estudos com crianças em idade pré-escolar: no primeiro, comparou o desempenho de um grupo exposto a seis semanas de aulas de música com outro que teve a mesma proporção de aulas de artes visuais; no segundo experimento, colocou os pequenos novamente para terem aula de música e comparou seus resultados com crianças que não tiveram aula nenhuma.

A ideia era propiciar diferentes experiências a esses grupos e depois testar o desempenho de cada participante em quatro avaliações específicas, nas área de cognição, vocabulário, matemática e atividades espaciais. “Em vez de usar algo geral, como um teste de QI, nós testamos quatro domínios específicos da cognição”, disse Mehr. “Se realmente houvesse um efeito na prática de música na cognição das crianças, nós deveríamos estar mais aptos a detectar isso do que em estudos anteriores, porque esses testes são mais sensíveis do que os de inteligência geral”, completou.

No primeiro experimento, aquele que comparava crianças que tiveram aulas de música com as que tiveram aulas de arte, os grupos mostraram resultado parecido nas atividades de vocabulário e estimativa numérica. Mas, ao avaliar os desempenhos das duas atividades espaciais propostas, um grupo foi melhor em uma e outro foi melhor na segunda. Diante do resultado inconclusivo, Mehr resolveu aumentar sua amostra e realizar o segundo teste, desta vez comparando os desempenhos de um grupo exposto a música a outro que não foi exposto a nada.

Assim como no primeiro estudo, diz Mehr, não houve nenhuma evidência de que a prática de música propiciasse benefícios cognitivos. “Existe uma pequena diferença de desempenho entre os grupos, mas nenhuma foi grande o suficiente para se tornar estatisticamente significante”, diz Mehr. “Mesmo quando usamos ferramentas estatísticas mais refinadas, os efeitos simplesmente não apareciam.”

Apesar de os resultados sugerirem que a música não é um atalho para o sucesso na escola, Mehr ressalta que a educação musical tem um valor importante. “Não ensinamos Shakespeare porque achamos que isso vá ajudar os alunos a ir melhor no SAT [exame que alunos fazem antes de entrar na faculdade]. Nós ensinamos Shakespeare porque achamos que é importante”, comparou o pesquisador.

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Ouvir música pop ajuda cérebro lesionado a recuperar memórias

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Ouvir música pop pode ajudar pacientes com lesões cerebrais graves a relembrar memórias pessoais, diz um novo estudo. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail. Pesquisadores descobriram que pacientes que enfrentaram este tipo de problema conseguiram retomar um número similar de memórias ao de pessoas sem nenhum tipo de lesão.

O estudo, publicado no jornal Neuropsychological Rehabilitation, foi o primeiro a investigar o poder da música na recuperação da memória de pessoas com cérebros danificados.

A pesquisa foi conduzida por Amee Baird e Séverine Samson, da University of Newcastle, na Austrália, e da University of Lille, que fica no norte da França. Eles observaram cinco pessoas com lesões cerebrais expostas a uma série de músicas populares. As canções remetiam à vida dos pacientes e também foram reproduzidas para pessoas sem lesões cerebrais. Todos os voluntários foram questionados sobre o quão familiar eram as músicas, se gostavam delas e que tipo de memórias evocavam.

Ficou comprovado que os que tinham lesão se lembraram de um número similar de memórias ao que os que não tinham nenhuma lesão. Em todos os indivíduos, a maioria das memórias estava ligada a uma pessoa ou a um período da vida e eram tipicamente positivas. As músicas que evocaram algum tipo de memória eram mais familiares pelos pacientes e também eram as que eles mais gostavam.

Os especialistas concluíram que a música é um estímulo efetivo e provoca memórias autobiográficas. Eles esperam que a descoberta motive novas pesquisas neste campo.

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Alice Cooper questiona atitude da atual geração do rock and roll

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Alice cobra mais punch das bandas de rock mais jovens

O roqueiro veterano Alice Cooper não anda muito otimista em relação ao futuro do rock and roll. Em entrevista recente ao site PhoenixNewTimes, Alice afirmou que sente falta de bandas novas que realmente faça a diferença.
“O heavy metal não mudou muita coisa e, se você quer saber, está muito bonito do jeito que está. Em contrapartida, a situação do rock é bastante raquítica. Atualmente, o número de bandas de rock jovens não é suficiente para preencher esse vazio. Onde estão os novos Guns N’ Roses?”, questionou. “Eu penso que o Foo Fighters é, provavelmente, a melhor banda de hard rock atual. A banda de Slash é muito boa, assim como o Chickenfoot. Mas esses caras são veteranos e não há muitas bandas de rock jovens por aí tentando seguir os passos do Aerosmith“, acrescentou.
Ainda segundo Alice, nem mesmo seus herdeiros estarão ilesos caso apelem para o lado mais “água com açúcar” do rock. “Como você sabe, meu filho tem uma banda muito boa de hard rock chamada Co-Op. E  eu já disse que se fizerem algo acústico, atiro em todos eles”, vociferou.

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Roqueiros de Blumenau falam das inspirações da música e contam por que o rock não tem idade

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Roqueiros de Blumenau falam das inspirações da música e contam por que o rock não tem idade Artur Moser/Agencia RBSCarlos Zimmermann tem 48 anos e foi o primeiro baterista da banda Vlad V Foto: Artur Moser / Agencia RBS

 Os quarentões, cinquentões e até mesmo sessentões do rock seguem até hoje dominando multidões mundo afora. Basta dar uma olhada nos nomes para perceber que talento não tem idade: Ozzy Osbourne, Paul McCartney, Bruce Springsteen… Que atire a primeira palheta o roqueiro que nunca se imaginou ocupando o lugar de um deles.

Em Blumenau não é diferente. Por aqui temos nomes como Jimi Jamieson, Emerson Mainhardt e Carlos Zimmermann para agitar a cidade com a boa e velha atitude rock n’roll. E, apesar de serem completamente apaixonados pelo rock clássico, eles não pararam no tempo: defendem que os músicos precisam se desapegar do passado e descobrir coisas novas.

Casamento musical

Jimi Jamieson, de 62 anos, é um escocês que nasceu em Glasgow e escolheu Blumenau como casa há 13 anos. Professor de inglês e cantor nas horas vagas, ele se apresenta na noite blumenauense com um repertório que vai de Led Zeppelin a Kings of Leon. Para ele, nem só de passado vive o rock. O cantor afirma que é muito importante que os músicos renovem a bagagem musical constantemente.

>> No blog +Lazer: uma playlist sugerida pelos roqueiros de Blumenau <<<

Jimi tem histórias capazes de deixar qualquer roqueiro morrendo de inveja. Uma delas, sobre a icônica banda inglesa Pink Floyd, é uma lembrança que ele espera compartilhar futuramente com a filha, Lara, de apenas sete anos:

– Uma vez, nos anos 70, eu vi um show do Pink Floyd numa universidade em Glasgow (Escócia). O público era de mais ou menos 600 pessoas – ele conta sorrindo.

A vocação falou mais alto

Na casa do quarentão Emerson Mainhardt, de Taió, a música sempre foi uma constante. Ele lembra que, aos cinco anos de idade, a família se reuniu para fazer uma improvisação musical.

– É uma das minhas primeiras lembranças no mundo da música. No rock, o meu primeiro contato foi uma fita do Queen, que eu ouvia no Fusca de uma tia minha – ele recorda.

Hoje, aos 40 anos de idade, ele vive de música: toca cinco instrumentos em cerca de seis bandas na noite blumenauense. Em casa, Emerson montou um estúdio onde ensaia com os amigos e grava artistas que acha interessantes. Como Jimi, diz que tem uma visão de música diferente e não consegue se apegar a apenas um gênero.

– Meu negócio é esse: ser músico, tocar, compor. É difícil ser artista, cara, mas fazer o que a gente gosta não tem preço – conclui.

Roqueiro por acaso

Com as baquetas nas mãos, Carlos Zimmermann, 48 anos, se transforma em Brian _ apelido que ganhou dos amigos quando jovem, por ser parecido com o guitarrista Brian May, do Queen.

Biólogo da Furb e baterista da banda Celina Conceição nas horas vagas, o músico tinha 17 anos quando começou a ouvir ensaios de bandas da região. Não demorou para que fizesse amizade com os roqueiros e recebesse o primeiro convite para fazer parte da festa. Em pouco tempo, Brian se tornou o primeiro baterista da banda Vlad V, de Blumenau.

Mesmo com as mudanças que o rock tem sofrido ano após ano, o músico tem certeza de que quem ama o estilo musical nunca vai abandonar as raízes:

– O rock nunca vai morrer. Quem escutar AC/DC ou Queen daqui a mil anos vai pensar: “Meu Deus, que música!” – afirma, sorrindo.

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A ciência comprova: Ozzy Osbourne é um mutante

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Análises genéticas apontam que os genes do “Príncipe das Trevas” foram forçados a evoluir para garantir a sobrevivência do roqueiro

A ciência comprova: Ozzy Osbourne é um mutanteFonte da imagem: Wpapers.com

Como você sabe, Ozzy Osbourne é um dos mais conhecidos — e infames — astros do rock, e não é nenhum segredo que o “Pai do Heavy Metal” passou muitos anos abusando do álcool e das drogas. O que você talvez não saiba é que o fato de que o britânico tenha sobrevivido a tanto tempo de excessos deixava muitos cientistas intrigados e, para desvendar esse mistério, em 2010 eles decidiram submeter o roqueiro a várias análises.

Surpreendentemente, as pesquisas comprovaram que Ozzy só conseguiu sobreviver todos esses anos por contar com um código genético único, composto por genes associados à dependência às drogas e ao álcool que eram, até então, desconhecidos para a ciência. Basicamente, os cientistas descobriram que o “Príncipe das Trevas” é uma espécie de maravilha evolutiva.

Mutante

Fonte da imagem: Reprodução/metalpaper

Segundo explicaram, eles descobriram que os genes — associados ao alcoolismo e à dependência química — de Ozzy passaram a apresentar variações estruturais como forma de mecanismo de defesa contra os abusos da lenda do rock, ou seja, esses genes específicos foram forçados a evoluir para garantir a sobrevivência do homem.

O estudo apontou, por exemplo, que os genes de Ozzy o tornavam seis vezes mais propenso a se tornar um alcoólatra, e 2,6 vezes mais inclinado a sofrer de alucinações depois de consumir substâncias psicoativas. Além disso, os pesquisadores afirmam que o “mutante” também contava com mais predisposição para se tornar dependente de cocaína — quando comparado a um ser humano comum desprovido de superpoderes genéticos.

Ozzy comentou que jamais teria se dado conta dessas vulnerabilidades durante os anos de abuso, pois, segundo explicou, ele usava tantas drogas que seria impossível ele não ter se tornado um dependente químico de qualquer forma. Já Sharon Osbourne, a esposa do mutante, disse em uma entrevista que, quando o mundo terminar, somente restarão sobre a face da Terra baratas, Ozzy Osbourne e Keith Richards, do Rolling Stones. E não é que ela pode estar certa?

Fonte: Megacurioso