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Arqueólogos encontram fortaleza bíblica em Jerusalém

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Cidadela de Acra, construída há mais de 2 mil anos, foi um centro de poder e usada para conter a rebelião judaica registrada no livro bíblico dos Macabeus. Buscas já duravam mais de um século.

Acra foi localizada em escavações num antigo estacionamento

Depois de mais um século de buscas, arqueólogos afirmam ter encontrado as ruínas de uma antiga fortaleza grega mencionada na Bíblia e solucionado, assim, um dos maiores mistérios arqueológicos de Jerusalém. A cidadela de Acra estava enterrada em um estacionamento da cidade.

“Pesquisadores, juntamente com a Autoridade de Antiguidade de Israel, acreditam ter encontrado as ruínas da fortaleza nas escavações no estacionamento Givati, na cidade de David”, anunciou o órgão nesta terça-feira (03/11).

A fortaleza foi um centro de poder e usada para conter a rebelião judaica registrada no livro bíblico dos Macabeus. Acra foi construída há mais de 2 mil anos por Antíoco Epifânio, rei do império selêucida helênico. Pesquisadores tentavam localizá-la há anos.

Muitos acreditavam que a cidadela ocupasse o lugar onde atualmente fica a Cidade Velha de Jerusalém, com vista para a Igreja do Santo Sepulcro ou próximo à colina que abriga o complexo de mesquitas de Al-Aqsa.

Mas as ruínas localizadas em um antigo estacionamento pavimentado ficam fora dos limites da Cidade Velha, com vista para um vale ao sul. Segundo arqueólogos, a região de Acra corresponde ao local onde a construção de Jerusalém se concentrou durante o reinado bíblico de David.

O líder da escavação, Doron Ben-Ami, afirmou que Antíoco, que viveu entre 215 e 164 a.C., escolheu o local para poder controlar a cidade e monitorar as atividades no templo judaico. A fortaleza foi soterrada por uma colina artificial composta por várias camadas de terra deixadas por diferentes culturas.

Pedras de estilingues e pontas de flecha de bronze descobertos podem ser de batalha bíblica

Entre as ruínas há uma parede maciça, a base de uma torre e de um aterro de defesa, além de artefatos como moedas e alças de jarras de vinho, que parecem ser do período de Antíoco. De acordo com Autoridade de Antiguidade, a torre possui “dimensões impressionantes”.

Pedras de estilingues e pontas de flecha de bronze, da mesma época, também foram localizadas na escavação. As peças podem ser remanescentes da batalha entre forças gregas e rebeldes judeus que tentavam tomar a fortaleza.

“Esse é um exemplo raro de como rochas, moedas e terra podem se juntar em um episódio arqueológico único que aborda realidades históricas específicas da cidade de Jerusalém”, afirmou Ben-Ami.

Arqueólogos afirmaram ainda que a descoberta permite reconstruir a composição de assentamento na cidade de mais de 2 mil atrás. Acra foi mencionada vagamente em dois textos antigos: o Livro dos Macabeus, que retrata a rebelião, e nos registros do historiador Flávio Josefo.

Na tradição judaica, Antíoco é lembrado com o vilão do feriado Hanukkah que tentou proibir ritos religiosos e provocou a revolta dos Macabeus.

DW

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Marlim azul é declarado peixe símbolo do Espírito Santo

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A partir de agora, o marlim-azul (Makaira nigricans) é, oficialmente, o peixe-símbolo do Espírito Santo. O novo ícone capixaba foi oficializado na última quinta feira (15), através de uma lei sancionada pelo governador Paulo Hartung. Com a oficialização, o estado também ganha um dia especial para o animal, que será comemorado em todo 28 de fevereiro.

(Foto: reprodução/divinefishandmeat)

De acordo com informações do Governo do Espírito Santo, a lei declara que declara o Makaira nigricans como peixe símbolo do estado foi criada, principalmente, por conta do animal ser muito procurado por pescadores locais que praticam pesca esportiva, onde o praticante  têm como o objetivo fisgar o animal apenas pelo prazer da pesca. Após pesar, medir e fotografar, o pescador o devolve para a água.

“Pescadores do mundo inteiro são fascinados pela quantidade e tamanho dos peixes do litoral capixaba. O marlim-azul é um dos destaques da pesca esportiva no Espírito Santo, e atrai diversos turistas que sonham em encontrá-lo”, disse José Sales Filho, secretário de turismo do estado.

Ainda de acordo com informações da Secretaria de Turismo do Estado, a capital do Espírito Santo tem dois recordes internacionais pela captura de marlim azul e branco: o mundial de marlim azul é um peixe de 636 quilos, que foi capturado em fevereiro de 1992, e o do marlim branco com um peixe de 82,5 quilos, capturado em dezembro de 1979.

Topbiologia

Cerca de 800 animais são encontrados mortos no litoral do Peru

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Lima, 21 jun (EFE).- Cerca de 800 animais, entre eles 700 pelicanos, foram encontrados mortos por causas ainda desconhecidas no litoral norte do Peru, em Lambayeque e La Libertad, informou neste sábadoo jornal “El Comercio”.

Os pelicanos mortos foram encontrado em Lambayeque e nas regiões de Puerto Eten centenas de aves, dois golfinhos e três lobos marinhos.

Na semana que vem representantes do Instituto do Mar do Peru (Imarpe) de Lambayeque irão tomar amostras dos órgãos destes animais para que sejam analisados em laboratórios de Lima.

O biólogo pesqueiro Wilmer Carbajal disse que uma das possíveis causas da morte destas espécies é o consumo de anchovas com toxinas nos tecidos, produzida por alguma alga com a qual os pequenos peixes se alimentaram.

Em janeiro foram encontrados 500 golfinhos mortos no norte do país também por motivos desconhecidos, o que havia se repetido outras vezes nos últimos dois anos.

Carbajal descartou que a morte dos animais se deva ao aumento da temperatura. No entanto, o biólogo Carlos Bocanegra não descartou que esta situação se deva ao aquecimento das águas e à pesca excessiva das anchovas, alimento básico dos pelicanos.

Bocanegra ressaltou a necessidade de recolher e incinerar as aves, pois elas possuem parasitas como carrapatos, piolhos e lombrigas que podem afetar a população. EFE

FONTE

ONG registra queda no desmatamento na Amazônia

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O desmatamento da Amazônia

Desmatamento da Amazônia: número confirma tendência apontada por monitoramento do Inpe (Andre Penner/AP)

Depois da alta do ano passado, o desmatamento na Amazônia parece estar regredindo. De acordo com um levantamento feito pelo Imazon, ONG de pesquisas com base em Belém, de agosto de 2013 a maio deste ano, a perda florestal foi de 846 quilômetros quadrados, uma redução de 49% em relação ao período de agosto de 2012 a maio de 2013.

O número confirma a tendência apontada pelo monitoramento oficial, feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Dados do sistema Deter, que faz alertas de desmatamento em tempo real, já tinham mostrado uma queda de 20% no acumulado de agosto de 2013 a abril deste ano, na comparação com o período de agosto de 2012 a abril de 2013.

A perda de vegetação é monitorada em um período de doze meses, de agosto de um ano a julho do seguinte. O valor anual oficial é fornecido por outro sistema do Inpe, o Prodes, mas o Deter serve como um termômetro do que está acontecendo. O levantamento do Imazon, realizado com uma metodologia diferente, costuma funcionar como uma contraprova. De acordo com Adalberto Veríssimo, do Imazon, a coincidência nas avaliações confirma que o desmatamento está em queda, depois de subir 28% no ano anterior. A taxa de 2012/2013 interrompeu uma sequência de cinco anos de queda, elevando o desmatamento anual para 5.800 km2.

“É uma notícia positiva, depois de virmos de um ano de alta. Mostra que o mecanismo de fiscalização e de comando e controle do governo está funcionando. Mas ainda não sabemos se vamos voltar para a taxa anterior, de cerca de 4.600 quilômetros quadrados, nem se é uma reversão sustentada”, afirma o pesquisador.

Ele diz temer que, se não houver outras medidas de desenvolvimento sustentável e de redução de pressões sociais, o desmatamento ficará flutuando em torno dessa faixa, em vez de seguir caindo. O governo tem uma meta de reduzir o desmatamento para cerca de 3.300 quilômetros até 2020. “Há de se reconhecer que o Ibama está mais eficiente, mas ainda não estamos em um patamar confortável.”

(Com Estadão Conteúdo)

VEJA

Boliviana constrói casas de garrafas PET para famílias com baixa renda

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Em diversos locais do mundo, garrafas PET são reutilizadas após o uso para a criação de novos produtos. As variações mais comuns vão desde luminárias até cofres para guardar dinheiro. Porém, a cada dia que passa, se descobre uma nova utilidade para esse material reciclável, como a construção de casas.

Casa com material reciclável

Há 14 anos, a artesã boliviana Ingrid Vaca Diez inovou ao desenvolver um projeto intitulado Casas de Botellas (Casas de Garrafas), que tem como objetivo construir casas com garrafas PET. A criação surgiu a partir da vontade de ajudar família de baixa renda que ainda não tinham moradia em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.

Em seu site, Ingrid conta que é apaixonada por artesanato desde criança e a iniciativa para construir casas com este material surgiu após uma briga com o marido, que não gostava do entulho de material reciclável que ela acumulava em casa.

Casa de garrafas pet

Para a construção destas casas de garrafas, são necessárias, em primeiro lugar, garrafas, seguidas de garrafas de vidro, cimento, cal, areia, cola, sedimentos, resíduos orgânicos, aros e glicose. A primeira casa edificada por Ingrid teve 170m² e nela foram utilizadas 36 mil garrafas plásticas de dois litros.

Para formar as paredes, as garrafas são preenchidas com resíduos e sedimentos variados, que são amarradas e fixadas com ciumento e cal.

Atualmente, com diversas casas construídas, Ingrid estendeu o projeto para outros países como Argentina, México e Uruguai.

Casa de garrafas pet

Casa de garrafas pet

Casa de garrafa pet

Casa de garrafa PET

Topbiologia

Banda composta por drones dá um show de talento

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Dispositivos da KMel Robotics mostram que o talento humano pode estar com os dias contados

A criatividade que pode vir desses curiosos seres robóticos chamados drones é impressionante. Existe de tudo por aí – até mesmo drones “músicos” vindos da equipe da KMel Robotics. É o que você pode conferir no vídeo acima, em que diversos drones executam lindas peças de canções usando teclados, percussão e outros instrumentos musicais.

Se você conhece “Also sprach Zarathustra”, clássica do compositor e maestro alemão Richard Strauss, “Carol of the Bells” e “The Star-Spangled Banner”, canções atemporais, certamente vai curtir a orquestra. “Os drones criam música em formas jamais vistas antes, como tocar uma guitarra customizada plugada a um amplificador e muito mais”, diz a companhia.

A KMel Robotics revela que teve suporte da Intel e da Lockheed Martin para tornar essa banda de drones algo real. E que show, não? Espetáculos assim seriam muito bem-vindos ao vivo.

Fonte: YouTube/TheDMel

Via Tecmundo

Transgênicos usam luta contra a fome

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eua, alimentação, ogm, gmo

Na foto: protesto contra Monsanto na França

O lendário político norte-americano Henry Kissinger disse uma vez: “Controlando o petróleo, se controlam os países. Controlando a alimentação, se controlam as populações.”

No início dos anos 2000 o Congresso dos EUA aprovou uma lei que obrigava as agências norte-americanas de ajuda alimentar a outros países a incluir produtos com organismos geneticamente modificados (OGM) nos seus programas. Nesse contexto, a indústria agroalimentar assumiu uma importância especial nos programas da agência estadunidense USAID. Os EUA utilizaram o programa da USAID de combate à fome para a promoção do milho geneticamente modificado no sul da África.

Os países africanos foram colocados perante a escolha: ou recebiam os OGM ou deixavam morrer à fome muitos dos seus habitantes. Alguns países, como Moçambique e o Zimbábue, recusaram o milho transgênico devido aos riscos ambientais, mas foram obrigados a aceitar a farinha transgênica. Apenas a Zâmbia decidiu recusar totalmente os OGM.

Em 2003 a ONG Amigos da Terra declarou: “Existiram alternativas reais aos OGM, mas aos países africanos não foi concedida a possibilidade de as receber… A ajuda alimentar é usada com frequência pelos EUA como um meio de marketing na conquista de novos mercados de escoamento. Os lucros do atual sistema de ajuda alimentar vão, na sua maioria, para as grandes companhias agroalimentares.”

Em 2003 a “liberação” do Iraque pelas tropas aliadas da OTAN resultou igualmente da “liberação” do país das suas sementes tradicionais. A USAID surgiu lá imediatamente, organizando uma demonstração de “tipos de sementes altamente produtivas” de grãos, incluindo o trigo, a cevada, ervilhas forrageiras e lentilhas.

Para facilitar a introdução de sementes transgênicas patenteadas produzidas pelos gigantes agroalimentares estrangeiros, o Ministério da Agricultura do Iraque difundiu esses grãos a “preços subsidiados”. Logo que os fazendeiros começavam usando grãos transgênicos patenteados, eles foram sendo obrigados a comprar mais à companhia todos os anos, ficando dependentes dos fabricantes transnacionais estrangeiros. Atrás das novas sementes vieram novos produtos químicos: pesticidas, herbicidas, fungicidas, que eram vendidos aos iraquianos por companhias como a Monsanto.

Na Índia ocorreu um verdadeiro genocídio provocado pelos OGM. Para combater a horrível miséria que se vivia no período posterior à independência, o governo indiano autorizou os gigantes biotecnológicos norte-americanos a vender nesse país novas variedades de sementes. Milhões de fazendeiros indianos receberam promessas de colheitas e lucros fabulosos em caso de mudarem da agricultura tradicional para culturas transgênicas. Eles contraiam empréstimos para a compra das sementes transgênicas, mas suas esperanças não se cumpriram. A quebra das safras deixou-lhes dívidas crescentes e não lhes deu quaisquer rendimentos.

O resultado da campanha de uso da Índia como polígono de testes para culturas agrícolas geneticamente modificadas foi o suicídio de 125 mil fazendeiros. Além disso, em muitos bancos públicos de sementes as variedades tradicionais foram proibidas no âmbito dos programas de apoio à introdução das sementes transgênicas. As autoridades estavam interessadas no estímulo a essa nova biotecnologia.

Um exemplo clássico da dependência de um país das sementes transgênicas é a Argentina. Segundo o acordo com a companhia Monsanto, monopolista das patentes de soja transgênica, os fazendeiros argentinos perderam a possibilidade de deixar sementes do ano anterior para novas sementeiras. Agora eles têm de comprar todos os anos novas sementes transgênicas e pagar os direitos de patente à companhia. A Monsanto impôs à Argentina o pagamento desses direitos sob ameaça de introdução de direitos aduaneiros sobre as exportações argentinas.

Também a USAID tentou agir da mesma forma no Nepal. Contudo, quando em 2011 a agência tornou pública a informação que o Ministério da Agricultura e Cooperação do Nepal se encontrava em negociações com a Monsanto para a “introdução de variedades híbridas de milho em 20 mil fazendas locais e para a formação dos fazendeiros nas técnicas de cultivo”, esse anúncio provocou imediatamente no país uma onda de revolta social. Essa firme oposição obrigou o governo do país a abandonar o plano incial.

A política das companhias monopolistas para a introdução dos OGM continua. Ela não atinge apenas os países do terceiro mundo. Seu objetivo é controlar a população da Terra submetendo-a ao perigo da fome, da miséria e da dependência dos poderosos deste mundo.

VOZ DA RÚSSIA