Mês: junho 2014

Estradas pavimentadas com painéis solares podem ser usadas no futuro

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  (Foto: Reprodução)

O casal de engenheiros Scott e Julie Brusaw acaba de arrecadar mais de um milhão de dólares em uma campanha no IndieGoGo. O motivo? Eles querem desenvolver – e aplicar – uma nova tecnologia nas estradas: a pavimentação através de painéis solares.

Capazes de aguentar o peso e a temperatura do trânsito, os paineis hexagonais coletam energia solar – que pode ser convertida em eletricidade para casas ou até para carros elétricos (o que diminuiria a quantidade de gases poluentes na atmosfera). Além disso, cada hexágono possui leds, que podem se iluminar para criar vários tipos de sinalização nas estradas – desde faixas de pedestres até sinais de “pare”.

A infraestrutura e a manutenção dessa nova indústria também criaria centenas de novos empregos. Outro destaque é a durabilidade do material: ao contrário do asfalto (propenso a criar buracos), os painéis são mais duráveis e podem ser substituídos com menos esforços.

Então o que falta para usarmos as estradas solares? O governo estadunidense precisa aprovar o plano – e, até agora, o casal não tem agenda para convencer os órgãos públicos a fazer um teste em grande escala.

Veja o vídeo:

Via Galileu

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As 10 potências mundiais em tecnologia limpa; Israel lidera

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Rumo a um futuro mais limpo

A Ivanpah Solar Electric Generating System, maior usina de energia solar do mundo

São Paulo – Assim como a inovação tecnológica facilitou mudanças incríveis no consumo, estilo de vida e produtividade nos últimos 200 anos, o desenvolvimento das chamadas tecnologias verdes será essencial para catalisar e facilitar a revolução da sustentabilidade no século 21.

Na lista, entram as fontes renováveis, como eólica, solar e biomassa, soluções de eficiência energética, tratamento de lixo e sistemas de reúso de águaMas quais países têm o maior potencial para produzir e comercializar esse futuro limpo?

Para responder a essa pergunta, a consultoria Cleantech e o grupo ambientalista WWF avaliaram 40 países a partir de indicadores relacionados ao desenvolvimento de empresas de soluções ecológicas, a políticas públicas e regulações, estímulos acadêmicos, investimentos privados no setor, número de patentes ambientais registradas, entre outros.

Veja a seguir quem são os países que lideram a revolução verde, segundo o The Global Cleantech Innovation Index 2014.

1. Israel

Placa solar em vila de Israel

Desde o início dos anos 50, Israel assumiu o compromisso de desenvolver tecnologias ambientalmente corretas para lidar com seus escassos recursos energéticos e com a disponibilidade limitada de água. Atualmente, pelo menos 90% das residências israelenses usam energia solar para aquecer a água.

Israel é o país que mais recursos investe no tratamento e reciclagem de água e também é o criador em irrigação por gotejamento, técnica que transforma desertos em terras cultiváveis.

Dois fatores contribuem para o sucesso do setor no país: incríveis esforços de pesquisa e de desenvolvimento e a capacidade de atrair investmento externo. Soma-se a isso, o espírito empreendedor incorporado ao sistema sistema educacional que predispõe suas startups a inovar como um mecanismo de sobrevivência.

2. Finlândia

Casa solar desenvolvida por estudantes finlandeses

O clima severo do interior, a falta de recursos ligados a combustíveis fósseis e a recente contração da indústria de TI (como a Nokia que enfrenta forte concorrência de produtos da Apple) são fatores que impulsionaram a Finlândia à criação de novas perspectivas de emprego em atividades de tecnologia limpa.

Atualmente, empresas da área empregam cerca de 50.000 pessoas, e 40.000 novos postos de trabalho deverão ser criados até 2020 (uma quantidade significativa dada a sua população de apenas 5 milhões de pessoas).

Empresas como a MetGen estão inovando em torno da indústria de celulose e papel bem conhecida do país, e muitas outras (mais de 50 por cento) estão focadas em soluções de eficiência energética.

3. Estados Unidos

A Ivanpah Solar Electric Generating System, maior usina de energia solar do mundo, nos EUA

A terceira colocação no ranking verde ficou com os Estados Unidos, que somam os maiores investimentos no setor, um montante vultoso de US$ 5 bilhões em 2013.

O país combina ambiente propício à inovação com uma cultura empresarial sólida e tem uma infraestrutura atraente para energias renováveis, além de acesso excepcional ao financiamento privado.

Políticas públicas de apoio às tecnologias limpas, contudo, não são o forte do país, que encabeça a lista para investimento de capital de risco, ao lado de Israel.

O estudo destaca ainda que os EUA não têm forte consumo de energia renovável e que a perspectiva de mudança nessa seara pode ser adiada devido à revolução do gás de xisto, que puxa pra baixo os preços da energia.

4. Suécia

Recicalgem na Suécia

Segundo o relatório, o governo da Suécia oferece financiamentos relevantes para pesquisa e desenvolvimento de tecnologias limpas. Para enfrentar os desafios ambientais, o país possui centros de excelência e know-how que mantém parcerias estratégicas com indústrias de ponta.

A tradição no desenvolvimento de soluções ambientais está presente em vários setores – da construção verde à reciclagem mecânica e energética do lixo.

O ponto fraco, segundo o relatório, é lacuna entre as “evidências de inovação em tecnologia limpa” e a “evidência de comercialização da inovação”.

5. Dinamarca

Parque eólico na Dinamarca

A Dinamarca se destaca pela capacidade em apoiar novas empresas que desenvolvem tecnologias limpas até que esse conhecimento se torne lucrativo e beneficie tanto a economia quanto o meio ambiente. Não à toa, a produção do setor de tecnologia limpa representa 3% do PIB do país.

Por lá, o setor de energia eólica é um dos mais avançados e, segundo o plano ambicioso do governo de reduzir suas emissões em 40% até 2020, os ventos deverão contribuir com mais da metade do consumo energético dinamarquês na próxima década.

O país também tem a maior quantidade de empresas de capital aberto em tecnologia limpa, considerando o tamanho de sua economia. Exemplos importantes incluem a Novozymes, Vestas e Rockwool.

6. Reino Unido

Usina eólica offshore no Reino Unido

Facilidade de crédito, pesquisa e educação colocam o Reino Unido na lista de potências em tecnologias verdes. Bom acesso ao financiamento privado e uma infraestrutura atraente para todas as energias renováveis aumentam as chances de inovação no país.

Entre as diversas fontes, o país se sai melhor na energia eólica, com uma capacidade total de 8,4 mil MW (cerca de 3% de participação mundial).

O empresariado entusiasmado com as novas tecnologias ajuda. Segundo pesquisa feita pela consultoria Carbon Trust, 99% dos líderes empresariais britânicos enxergam oportunidades de crescimento no desenvolvimento e uso de tecnologias verdes.

7. Canadá

Turbinas eólicas em praia no Canadá

Apesar de ter uma indústria de petróleo sólida e impôr obstáculos a acordos globais de mitigação do aquecimento global, o Canadá vem se esforçando em desenvolver tecnologia verde de ponta nos últimos anos.

O país possui uma série de estímulos e investimentos em tecnologia limpa, como práticas de captura e armazenamento de carbono. No tocante à energia eólica, o Canadá possui a nona maior capacidade total instalada no mundo.

8. Suíça

Telhados industriais sem uso viram fazendas urbanas na Suíça

Em plena expansão, o setor de tecnologias verdes já responde por 3,5% do produto interno bruto da Suíça e emprega 4,5% da propulação ativa.

Educação de alto padrão, foco em pesquisa e desenvolvimento e veia saliente para inovação contribuem para a presença do país na lista.

9. Alemanha

Energia solar na Alemanha

Não dá para falar de inovações verdes, principalmente no que diz respeito ao setor de energia renovável, sem mencionar a Alemanha, que aparece na nona posição do ranking.

O país é a nação mais solar do planeta, respondendo por 35% de toda energia produzida a partir dessa fonte no mundo.

E não decepciona nos ventos. Segundo um levantamento do Global Wind Energy Council, a Alemanha é o terceiro do mundo que mais investe na energia eólica, com 11% da capacidade instalada mundial.

10. Irlanda

Produção de turbinas eólicas na Irlanda

O mercado de energia limpa da Irlanda promete decolar até o fim da década, uma vez que o país está ávido por cumprir seus objetivos obrigatórios de eficiência energética e energia renovável.

Para dar conta da meta, serão necessários investimentos vultosos, uma oportunidade estimada de 2,5 bilhões de euros por ano até 2020, segundo estudo da Autoridade de Energia Sustentável da Irlanda (SEAI).

Atualmente, 1,5 bilhão de euros são gastos por ano em soluções energéticas sustentáveis, que garantem até 18.000 postos de trabalho.

EXAME

Mistério: Nasa detecta sinal de origem desconhecida a 240 milhões de anos-luz da Terra

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Os astrônomos detectaram um sinal misterioso a mais de 200 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Perseus.

O sinal não identificado é um “pico de intensidade com um comprimento de onda muito específico de luz de raios-X”. Os cientistas ainda não sabem qual foi a origem.

Uma das teorias é realmente interessante: pode ter sido “produzido pelo decaimento de neutrinos estéreis, um tipo de partícula que é, talvez, um dos componentes da matéria escura”. Segundo Esra Bulbul, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, em Cambridge, Massachusetts: “Sabemos que a explicação da matéria escura é um tiro no escuro, mas o seria de grande revolução na astronomia caso estejamos certos. Para tentar desvendar essa luz misteriosa, vamos manter essa interpretação e ver até onde isso nos leva”.

Os astrofísicos agora estão trabalhando na busca da confirmação desta suposição. Isso seria um grande avanço já que ninguém conseguiu determinar esse tipo de neutrino antes diretamente na matéria escura, mesmo ela sendo o que constitui 85% de toda a composição do Universo.

Alguns cientistas estão até sugerindo que a origem não pode ser os neutrinos estéreis. Em vez disso, eles dizem que existem “diferentes tipos de candidatos para as partículas de matéria escura, tais como o axion, que pode ter sido detectado”.

Para encontrar este sinal, uma equipe liderada por Bulbul passou 17 dias observando e avaliando Perseus, usando dados de 10 anos do Observatório de raios-X Chandra da NASA e com o ESA XMM-Newton.

Perseus é um “titã” dos céus, sendo um conjunto de objetos maciços mais conhecido no Universo. Abriga milhares de galáxias imersas em uma vasta nuvem de gás multifacetada.

Não é a primeira vez que os cientistas detectaram coisas “misteriosas” nesse aglomerado. Já em 2003, os pesquisadores “escutaram” uma das notas mais graves já detectadas, com um período de oscilação de 9,6 milhões de anos. Isso equivale a 57 oitavas abaixo das teclas do meio de um piano.

Abaixo você escuta o som capturado em 2003:

Agora, no próximo vídeo, você confere uma montagem gráfica mostrando a localização de Perseus no céu, partindo da Terra como referência:

Jornal Ciência

Recorde de energia solar: metade da eletricidade da Alemanha vem do sol

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O instituto de pesquisa Fraunhofer ISE anunciou que a Alemanha estabeleceu um recorde para o uso de energia solar em 9 de junho, dia em que 50,6% da demanda de energia do país passou a ser atendida pela incrível tecnologia de captação da energia do sol. Parece que estamos cada vez mais próximos de uma solução eficaz e sustentável para problemas de um futuro que não demorará muito para chegar.

Aquela conversa de que o mundo se criou sobre um modelo de desenvolvimento que está ruindo e correndo rumo à falência parece velha, mas a verdade é que esse papo é cada vez mais atual. Quanto mais ouvimos falar que os recursos naturais que são base para a economia mundial, como o petróleo e até água potável, estão chegando a um fim natural por conta do uso excessivo que fazemos deles, mais subestimamos esses fatos.

Mas a verdade é que precisamos de soluções. São implementações de tecnologias como essa que a Alemanha colocou em prática que acendem uma luz no fim do túnel para a humanidade.

A energia solar na Alemanha

Você deve estar se perguntando: mas bem a Alemanha!? Achei que os dias por lá fossem mais cinzentos do que ensolarados… Pois é. Eu fiquei com essas pergunta martelando na minha cabeça também. E a reposta é que apesar de não ter os céus mais limpos do mundo, a Alemanha foi compelida a investir nessa tecnologia.

Ao invés de ocupar enormes fazendas, como outros países mais privilegiados pelo sol, o foco do gelado país europeu são coletores solares instalados em casas, empresas e edifícios de qualquer tipo.

Atualmente, mais de 90% dos painéis solares montados no país estão em telhados, o que fez com que a terra da cerveja quebrasse dois recordes praticamente ao mesmo tempo: a produção de energia solar chegou a 24,24 GW entre as 13h e 14h no último dia 6 de junho e, ao longo de toda essa semana, o país produziu 1,26 TWh de eletricidade a partir da mesma tecnologia. Como dissemos no começo do texto, esses valores são capazes de atender 50,6% da demanda de energia de todo o país.

Só para você ter uma ideia de como esses números são significativos, relatórios recentes mostraram que nos Estados Unidos a produção de energia solar corresponde a apenas 0,2% da produção total de energia no país. Claro, os EUA é um país bem maior que a Alemanha. Mas, proporcionalmente, podemos ver que os americanos estão realmente muito atrás nesse quesito.

Ajudinha do governo

Para fazer uma mudança tão profunda quanto essa, a população ganhou um incentivo. A popularidade de painéis solares nos telhados das casas foi reforçada por subsídios generosos do governo, juntamente com uma campanha publicitária bem sucedida. O movimento faz parte de um plano do governo alemão para reduzir as emissões de gases do efeito devido à eletricidade tradicionalmente ser produzida em centrais elétricas a carvão e usinas nucleares, de forma que o conjunto dessas instalações está programado para encerrar definitivamente em 2022. Para concretizar tal objetivo, o país tem investido muito em energia solar, energia eólica e biomassa, embora claramente a energia solar tenha se tornado a líder nacional.

Problemas

A mudança para a energia solar não foi isenta de problemas, é claro. O governo planeja reduzir ou eliminar os subsídios o mais depressa possível e a procura por baterias para armazenar a eletricidade feita em casa está superando a oferta, o que naturalmente leva a um aumento nos preços.

Além disso, não está claro que papel esses equipamentos irão desempenhar no futuro. Atualmente, muitos proprietários estão relatando que a produção de energia excede a demanda em dias ensolarados, e por isso vendem o que sobra para empresas de energia elétrica, que armazenam para ter uma reserva para dias nublados.

Há um outro problema também: embora não seja tão óbvio, por termos uma imagem de que em países desenvolvidos esse tipo de coisa não acontece, o governo alemão observou recentemente que quase sete milhões de famílias estão vivendo em “pobreza de energia” para receber abonos na conta de luz. Segundo os economistas, o programa, chamado Energiewend, acabou invertendo a foco de distribuição de riqueza proposto pelo governo. Ao invés de privilegiar os pobres, quem acaba recebendo os incentivos são os ricos, e às vezes a classe média, que são as pessoas que conseguem arcar com os custos de instalação de todo esse equipamento. Os pobres continuam a viver marginalizados, mas pagando os impostos que garantem os fundos necessários para os subsídios.

As respostas, mais do que nunca, não existem prontas para consumo. Elas precisam ser inventadas e erros fazem parte do caminho. Contudo, não há como duvidar que o céu é o limite para as possibilidades que, um dia, a energia solar proporcionará para a Alemanha – e todos os outros países que seguirem esse exemplo.

Via Hypescience

Fonte: Phys

Os animais são incríveis

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Sem dúvida que este vídeo mostra um pouco da espetacularidade dos animais e da natureza.

A verdade é que além das pessoas, os bichos também são incríveis, bonitos, especiais, inspiradores, e muito mais.

Intitulado “Os animais são incríveis (2013)”, este vídeo é como que um hino ao mundo animal, cheio de momentos interessantes e capazes de nos surpreender.

Love Animais

Cientistas esterilizam mosquitos no combate à malária e outras doenças

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Pesquisadores da Agência Internacional de Energia Atômica na Áustria investigam vida sexual dos mosquitos machos. Técnica do inseto estéril está sendo aperfeiçoada, para aplicação em transmissores da malária.

Ao anoitecer os mosquitos aparecem. Eles têm dois objetivos em seus minúsculos cérebros: comer e se reproduzir. A comida preferida da fêmea é sangue – e aí começa o problema entre esses insetos e os seres humanos. Por esse motivo, uma equipe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) está pesquisando intimamente a vida sexual desses animais.

O ato reprodutivo dos mosquitos não dura mais do que 16 segundos. Entender esses segundos e assegurar que não conduzam à procriação é o desafio dos pesquisadores da AIEA em Seiberdorf, próximo à capita austríaca, Viena.

No laboratório, o entomologista médico Jeremie Gilles mostra à DW uma gaiola coberta por um mosquiteiro, cheia de insetos negros que parecem estar dormindo. “É aqui que as fêmeas vêm colocar os ovos, depois de se alimentar de sangue”, explica.

Ao picar seres humanos para sugar seu sangue, é a fêmea quem transmite doenças como malária, dengue e febre amarela. No entanto, a AIEA focou suas pesquisas nos machos, em que aplica a “técnica do inseto estéril” (Sterile Insect Technique). Eles são esterilizados com radiação em laboratório e depois libertados na natureza, em grande quantidade.

O método já se mostrou eficaz tanto no combate às moscas-varejeiras que atacam o gado, como das moscas das frutas que destroem lavouras. Como a fêmea do mosquito se acasala apenas uma vez em sua vida, e o macho várias, os pesquisadores da AIEA esperam que, também neste caso, a técnica de controle biológico se mostre eficaz.

Mosquitos resistentes

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a malária mata aproximadamente 750 mil pessoas por ano, a maioria crianças com menos de cinco anos na África subsaariana. Reduzir essas mortes já é um forte motivo para a técnica da esterilização dos mosquitos, mas o entomologista Andrew Parker aponta outra razão.

“Se a erradicação local for alcançada – não a global, apenas a local –, não será mais necessário o uso de pesticidas. Assim, essa tecnologia se presta perfeitamente a uma redução substancial dessas substâncias.” Em Burkina Faso, onde são comuns a malária e a dengue, de que eles são vetores, mosquitos resistentes a inseticidas passaram a preocupar as autoridades de saúde.

“O uso de inseticidas na agricultura afetou a resistência dos vetores”, confirma o entomologista médico Roch Dabire. Pois as substâncias empregadas contra as pragas nas plantações de algodão e outras são as mesmas encontradas nos sprays domésticos antimosquitos.

Em regiões da África, mosquitos desenvolveram resistência a inseticidas convencionais

De distribuição manual a drones e companhia

“O desenvolvimento da técnica do inseto estéril não vai substituir completamente os inseticidas, mas vai complementar nossa estratégia de controle”, prevê Dabire. A pesquisadora da AIEA Cynthia Nanvuma complementa que a expectativa é de “uma queda drástica no número de pessoas que sofrem de doenças transmitidas por esses mosquitos”.

Segundo o entomologista Jeremie Gilles, um aspecto fundamental da pesquisa é conseguir evitar que as fêmeas identifiquem rapidamente os mosquitos estéreis e os ignorem, copulando apenas com os mosquitos não modificados. Acima de tudo, para a técnica do inseto estéril restringir significativamente a reprodução do mosquito na natureza, é necessário esterilizar e dispersar uma grande quantidade de machos.

Na fase atual isso ainda não aconteceu: até agora a difusão dos mosquitos tem se realizado se em pequena escala e manualmente, com a ajuda dos moradores de áreas propensas à doença. Assim, para realmente impactar a população dos insetos, o cientista da AIEA está procurando soluções não convencionais. “Nós estamos trabalhando nesse aspecto e aprendendo sobre planadores, ultraleves, girocópteros e até mesmo… drones”, revela Gilles, um tanto misterioso.

DW

Adolescente tem ideia que pode limpar oceanos do mundo

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Com o apoio de mais 100 especialistas, um adolescente holandês de 19 anos teve uma ideia que, se colocada em prática, pode limpar grande parte dos oceanos do mundo.

The Ocean Clean Up

O jovem Boyan Slat criou o projeto The Ocean Clean Up que visa combinar barreiras flutuantes em forma de V – que seriam presas ao fundo do mar por âncoras – e que usariam espécies de braços para coletar lixo a uma profundidade de até três metros.

Por não usar redes, o projeto não prejudica a vida marinha e também é inofensivo para animais, outra questão importante da ideia. No site oficial do projeto, Boyan conta que teve essa ideia quando estava mergulhando na Grécia. Ele ficou frustrado ao se deparar com mais sacolas plásticas do que peixes.

De acordo com o estudo do projeto divulgado no site do projeto, seriam recolhidos 65 metros cúbicos de lixo a cada dia. Depois de 45 dias, um navio seria responsável por recolher o material coletado.

Contudo, o projeto ainda tem falhas. Com a ideia, Slat ainda não conseguiu desenvolver uma forma para como coletar partículas pequenas de lixo.

Para por a ideia em prática, ele iniciou uma campanha de financiamento para arrecadar US$ 2 milhões. Até agora, 32% da meta já foi atingida.

Se alcançar o financiamento, o projeto deve montar e executar a ideia. A manutenção do material será feita por meio da reciclagem do que for tirado do oceano.

Para saber mais sobre o projeto, clique aqui.

Topbiologia,Youtube